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Líderes do conselho do CV presos são acusados de ‘autorizar’ morte de jovem em Cruzeiro do Sul

Por Redação ContilNet

Dois dos principais líderes do Comando Vermelho (CV) em Cruzeiro do Sul, presos na manhã desta sexta-feira (17) durante a Operação Sinédrio, são suspeitos de envolvimento direto no assassinato do jovem João Vitor da Silva Borges, ocorrido em março deste ano. A informação foi confirmada pela Polícia Civil do Acre (PCAC), que conduz as investigações por meio do Núcleo Especializado de Investigação Criminal (NEIC).

Corpo da vítima foi encontrado boiando no Rio Juruá/Foto: Reprodução

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De acordo com o delegado Heverton Carvalho, os dois presos integravam o chamado “conselho rotativo” da facção — grupo responsável por deliberar sobre execuções e punições internas. As apurações apontam que o homicídio de João Vitor foi autorizado por essa cúpula, que teria considerado o jovem uma “ameaça” após um episódio ocorrido semanas antes do crime.

Em março, João Vitor desapareceu após sair de casa sem avisar para onde ia. Três dias depois, o corpo dele foi encontrado boiando no Rio Juruá. Segundo a polícia, a morte teve relação com uma ocorrência policial em que o rapaz, durante uma abordagem da PM, ajudou a imobilizar um suspeito. A ação foi filmada por populares e circulou em redes sociais, o que teria irritado integrantes da facção criminosa.

“As investigações indicam que os líderes presos nesta operação tiveram papel determinante na decisão que levou à morte de João Vitor. Eles integravam o núcleo estratégico da facção e autorizavam execuções com base em ‘julgamentos internos’”, afirmou o delegado.

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Durante o cumprimento dos mandados, os policiais apreenderam duas armas de fogo — um revólver calibre .38 e uma pistola 9mm —, ambas municiadas. As prisões ocorreram em locais distintos de Cruzeiro do Sul, sem registro de resistência.

A Operação Sinédrio representa, segundo a Polícia Civil, um golpe importante contra o alto comando do Comando Vermelho na região do Juruá. “Estamos desmontando a estrutura de poder que determinava quem vivia e quem morria dentro da facção. É uma resposta firme do Estado ao crime organizado”, completou Heverton Carvalho.

Os suspeitos permanecem presos à disposição da Justiça. A Polícia Civil segue com as investigações para identificar outros envolvidos na morte do jovem e em possíveis ordens de execução emitidas pelo conselho da facção.

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