A PolĆcia Federal (PF) deflagrou, nesta quarta-feira (8/10), a Operação Anteprojeto, com o objetivo de apurar suspeitas de crimes em licitaƧƵes, formação de cartel e organização criminosa em contratos milionĆ”rios firmados com o Departamento Nacional de Infraestrutura de Transportes (DNIT).
A ação teve apoio da Controladoria-Geral da União (CGU) e do Conselho Administrativo de Defesa EconÓmica (Cade).
Foram cumpridos nove mandados de busca e apreensĆ£o, sendo oito na regiĆ£o metropolitana de Porto Alegre (RS) e um em BrasĆlia (DF). Os alvos sĆ£o trĆŖs grandes empresas de engenharia consultiva sediadas no Rio Grande do Sul, suspeitas de terem combinado previamente os valores e condiƧƵes de suas propostas em licitaƧƵes pĆŗblicas.
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As investigações apontam que o grupo ajustou lances e distribuiu previamente os contratos, simulando concorrência em três licitações destinadas à elaboração de anteprojetos e projetos bÔsicos e executivos de engenharia para rodovias federais atingidas pelas enchentes no estado.
De acordo com a PF, os contratos sob anÔlise ultrapassam R$ 72 milhões, custeados com recursos federais extraordinÔrios liberados para ações emergenciais de reconstrução no Rio Grande do Sul após as inundações.
As apurações indicam que as empresas investigadas mantinham um acordo de mercado para dividir entre si projetos estratégicos, combinando preços e condições técnicas com o objetivo de eliminar a competitividade das licitações. O esquema pode ter comprometido a eficiência e o custo das obras de recuperação da malha viÔria federal no estado.
Os mandados foram expedidos pela JustiƧa Federal e executados por equipes da PF em parceria com auditores da CGU e tĆ©cnicos do Cade, responsĆ”veis pela anĆ”lise de indĆcios de formação de cartel e manipulação de certames pĆŗblicos.
Os investigados poderão responder por fraude a licitação, organização criminosa e infração à ordem econÓmica.
O inquérito segue em andamento para identificar servidores públicos e demais beneficiÔrios do suposto esquema.
