A Polícia Federal (PF) apurou um episódio envolvendo a aposentadoria de Luiz Inácio Lula da Silva (PT), quando suspeitos tentaram alterar o destino do pagamento mensal recebido pelo presidente como anistiado político. O caso chegou à Comissão Parlamentar Mista de Inquérito (CPMI) do INSS no Congresso Nacional e foi registrado em relatório oficial.
Conforme documentos, a fraude consistia em transferir o benefício, no valor de R$ 12,5 mil, pago regularmente em São Bernardo do Campo, São Paulo, para a conta de um morador do Pará. Mas a operação não chegou a ser concluída porque o sistema do INSS bloqueou a movimentação considerada atípica, evitando prejuízos ao chefe do Executivo.
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O alerta de risco foi acionado quando o perfil digital de Lula na plataforma “Meu INSS” sofreu um acesso remoto suspeito. A partir daí, a autarquia acionou a Polícia Federal, que requisitou detalhes adicionais, como registros de atendimento, documentos apresentados e imagens de câmeras de segurança que pudessem indicar a autoria da tentativa.
Apesar dos indícios levantados, as investigações não chegaram a identificar os responsáveis. O titular da conta que aparecia como destino da aposentadoria negou participação e afirmou ter sido vítima de terceiros.
O Ministério Público Federal (MPF) entendeu que não havia diligências capazes de confirmar a autoria e recomendou o arquivamento do inquérito, decisão aceita pela Justiça.





