Polícia investiga se houve falha médica e vai ouvir equipe médica em caso de bebê declarado morto

A PC destacou que o objetivo da investigação é apurar se houve falha médica durante o atendimento à mãe e ao bebê

Durante coletiva de imprensa nesta segunda-feira (27), os delegados Pedro Paulo Buzolin, coordenador do Departamento de Investigações Criminais (Deic), e Alcino Júnior, coordenador da Delegacia de Homicídios e Proteção à Pessoa (DHPP), detalharam as investigações sobre o caso do bebê José Pedro, que foi dado como morto na Maternidade Bárbara Heliodora, mas resgatado com vida horas depois, no último sábado (25).

delegado Alcino Júnior ressaltou que, neste momento, o caso ainda está em fase inicial de apuração | Foto: ContilNet

Segundo o delegado Pedro Paulo Buzolin, a família procurou a polícia logo após perceber que o recém-nascido ainda apresentava sinais vitais, durante o velório.

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“A família comunicou o fato na Delegacia de Proteção à Mulher, assim que identificaram que o bebê estava com vida. O delegado que acompanhou o caso colheu o depoimento dos familiares, instaurou um inquérito e representou pela apreensão dos documentos e imagens da maternidade”, explicou.

Ele destacou que o objetivo da investigação é apurar se houve falha médica durante o atendimento à mãe e ao bebê prematuro. “Toda a equipe será ouvida, assim como outras pessoas envolvidas. Nós já temos os prontuários apreendidos e ainda vamos identificar todos os profissionais que estavam presentes no local”, completou.

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O delegado Alcino Júnior ressaltou que, neste momento, o caso ainda está em fase inicial de apuração e que é cedo para apontar responsabilidades. “É muito precoce fazer qualquer tipo de julgamento. Precisamos ouvir todos os envolvidos, desde o início do atendimento até o término, e verificar, com base na literatura médica e nos protocolos, se tudo foi feito corretamente”, afirmou.

De acordo com ele, apenas após uma análise técnica e detalhada será possível determinar se houve, de fato, alguma culpa por parte dos profissionais de saúde. “Se for constatado algum tipo de culpa, aí sim poderá ser caracterizado um homicídio culposo. Mas, por enquanto, tudo ainda está sendo apurado”, concluiu.

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