A síndrome da Chapeuzinho Vermelho é um termo que ilustra como muitas pessoas têm dificuldade em reconhecer atitudes abusivas disfarçados de carinho e atenção. Em alusão a história infantil, refere-se à tendência de minimizar ou não perceber sinais de alerta em relacionamentos, no caso, como a chapeuzinho e o lobo.
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A psicóloga Natália Aguilar explica que, como a própria chapeuzinho, que conversa com o lobo acreditando estar segura e acaba entrando em uma situação de risco, “muitas mulheres acabam entrando em relações em que os limites se confundem, por acreditarem no afeto, na mudança, nas promessas. É uma certa forma de ingenuidade afetiva, uma ausência de inteligência emocional mesmo, de conseguir mentalizar sobre os próprios estados e os do outro também, exercendo essa função reflexiva.”
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Um dos desafios mais intensos num relacionamento é o chamado “afastamento silencioso”
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Outro sinal é a falta de interesse em fazer planos juntos ou realizar atividades a dois
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Redução no contato físico, abraços, beijos e relações íntimas, momentos próximos raros ou inexistentes e sensação de frieza e afastamento físico são outras formas de abuso que nem sempre são fáceis de identificar
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Se perceber esses sinais, é fundamental conversar com seu parceiro sobre o ocorrido
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A profissional destaca que é importante não minimizar “pequenos” perigos, porque o abuso na maioria das vezes, não começa com os gritos ou com as agressões físicas. Ele vai se instalando aos poucos, com pequenas atitudes.
“Há uma tendência de minimizar comportamentos que, com o tempo, podem se tornar abusivos.”

“Atitudes de muito controle, de ciúme, de manipulação emocional, desvalorização”, reforça. “Reconhecer esse abuso também é um ato de coragem e de amor próprio.”
Como romper esse ciclo?
Sair desse ciclo é um processo que exige tempo e apoio. É um processo de gentileza e autocompaixão muito grande. “A pessoa não deve se silenciar — isso é muito importante — porque é comum que quem sofre dessa síndrome sinta vergonha de se expor.”
“Romper com esse modus operandi é, acima de tudo, uma forma de se libertar, recomeçar e se apropriar do protagonismo da própria vida”, emenda Natália. “É possível romper com ele, sim. Quando me aproprio das minhas potencialidades, consigo ter mais segurança nas minhas ações.”
