Relator do “PL da Anistia” (ou “PL da Dosimetria”) na Câmara, Paulinho da Força (Solidariedade-SP) respondeu de maneira irônica à crítica de Flávio Bolsonaro (PL-RJ), de que o deputado atende interesses do STF no texto.
O episódio aconteceu na terça-feira (25/11), quando Paulinho e Flávio conversaram em Brasília. O encontro teve ainda as presenças do presidente da Câmara, Hugo Motta (Republicanos-PB), e de algumas lideranças do Centrão.



Deputado federal Paulinho da Força (SD-SP), relator do PL da Dosimetria, na Câmara
Breno Esaki/Especial Metrópoles
Deputado Paulinho da Força
Breno Esaki/Especial Metrópoles
Deputado federal Paulinho da Força (SD-SP), relator do PL da Dosimetria, na Câmara
Breno Esaki/Especial Metrópoles
Em determinado momento da conversa, segundo relatos feitos à coluna, Flávio lembrou que Paulinho consultou ministros do STF para escrever seu relatório, que não trata de anistia, mas apenas de revisão de penas.
O relator do projeto, então, questionou o senador sobre quais interesses o deputado deveria atender no texto. “Preferia que eu atendesse os seus?”, indagou Paulinho, em tom de brincadeira, segundo relatos.
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Como mostrou a coluna, Flávio, eleito como interlocutor único de Jair Bolsonaro na cadeia, assumiu as conversas com Paulinho da Força na tentativa de um acordo para destravar o texto e votar o projeto de anistia.
Lideranças do Centrão disseram à coluna que a reunião foi positiva, apesar de ainda não haver acordo. A negociação hoje prevê aprovar um destaque que permita uma redução ainda maior do tempo de prisão de Bolsonaro.
Paulinho, por sua vez, sustenta já ter o texto pronto desde os primeiros dias em que foi designado relator. Ele diz ter ouvido ministros do STF para evitar que o projeto seja declarado inconstitucional após sua aprovação no Congresso.


