Na Argentina, após mais de 40 anos de ausência, a ariranha foi inserida novamente nos ecossistemas aquáticos do país, o que causou muito entusiasmo entre conservacionistas. Essas pessoas defendem um movimento ambiental e social focado na gestão sustentável e no uso responsável dos recursos naturais.
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Cientificamente conhecida como Pteronura brasiliensis, ela é reconhecida por ser a maior espécie de lontra do mundo, podendo medir quase 2 metros de comprimento. O animal também tem um papel muito importante na manutenção do equilíbrio ecológico dos pântanos.
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O retorno
De acordo com o portal Economía Sustentable, o retorno da ariranha gigante ao país sul-americano foi fruto de ações de diversas organizações, lideradas pela Rewilding Argentina. O projeto foi iniciado em 2017 e resultou na soltura de uma família de ariranhas em uma reserva reconhecida mundialmente, o Parque Nacional Iberá, localizado em Corrientes.

Por ser pioneiro na reintrodução do animal aquático na natureza, o parque virou referência global. O processo de reinserção foi bastante complexo, o que exigiu colaboração internacional e planos bem estabelecidos. Entre os passos mais importantes, estavam a busca por casais reprodutores e adaptação da espécie no local.
Outras etapas também foram fundamentais no projeto. Foi preciso construir espaços de quarentena adequados para os animais. Além disso, os especialistas fizeram monitoramento constante para observar a adaptação após a soltura. Também foram realizados treinamentos com alimentação natural encontrada na região.
Benefícios
A reintrodução do animal aquático no país não garantiu benefícios somente para a fauna. Essa ação também beneficiou o turismo, já que ampliou as visitas ao parque nacional, o que estimulou o ecoturismo e a observação da vida selvagem. Esse tipo de movimento é importante porque gera oportunidades para as comunidades locais.
