O Partido Liberal (PL) decidiu reorganizar sua atuação no Poder Legislativo após a prisão preventiva do ex-presidente Jair Bolsonaro. O eixo central agora é a retomada da proposta que concede anistia aos envolvidos nos ataques de 8 de janeiro de 2023. O movimento foi definido em uma série de reuniões realizadas nesta segunda-feira (24/11), em Brasília, com a cúpula da sigla e integrantes da família Bolsonaro.
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Após o encontro, o senador Flávio Bolsonaro (PL/RJ) voltou a defender que o único foco da legenda será a aprovação do projeto de anistia, descartando qualquer negociação sobre a dosimetria das penas, como vinha sendo articulado pelo relator Paulinho da Força (Solidariedade/SP): “Não abrimos mão de buscar isentar essas punições absurdas que estão sendo impostas a pessoas inocentes. Eu fiz um chamado para orar pelo presidente Bolsonaro, pela sua saúde, por justiça. Vamos usar nossos artifícios regimentais para aprovar a anistia. Não temos compromisso nenhum com a dosimetria. Que vença quem tiver mais votos”, declarou o senador.
Segundo integrantes do partido, a rejeição ao debate sobre dosimetria não é apenas estratégica: eles afirmam não ter votos suficientes para aprovar o perdão amplo e estudam apresentar um destaque em plenário para livrar Bolsonaro de condenações futuras.
A reunião que redirecionou a estratégia contou com Michelle Bolsonaro, bem como com os filhos Carlos, Jair Renan e Flávio Bolsonaro. O presidente do partido, Valdemar Costa Neto, conduziu as discussões, que também envolveram deputados e senadores da sigla.
Relatos feitos à imprensa indicam que, além da anistia, o grupo decidiu reforçar a atuação contra a indicação de Jorge Messias ao STF. A rejeição ao nome do advogado-geral da União já era a posição oficial do PL, mas agora deve ser tratada como prioridade paralela.





