O forró tomou conta da Zona Norte de São Paulo na noite da última quarta-feira (19/11), quando o CTN (Centro de Tradições Nordestinas) recebeu Calcinha Preta. A repórter do portal LeoDias, Tatiana Apocalypse, conversou com os integrantes da banda, que analisaram a força da nova geração e o impacto de João Gomes no cenário musical brasileiro.
Para Daniel Diau, João Gomes encontrou uma assinatura única dentro do gênero, algo que o diferencia e mostra que ainda há espaço para inovação no forró. O cantor afirmou que o pernambucano tem feito seu caminho com autenticidade e lembrou das vezes em que dividiram o palco. Ele celebrou também o reconhecimento do Grammy Latino.
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O’hara Ravick destacou que a vitória não engrandece apenas João Gomes, mas todo o forró enquanto expressão cultural. A cantora citou o projeto desenvolvido ao lado de músicos como Mestrinho e JP. Ver essa identidade alcançar premiações internacionais, segundo ela, é motivo de orgulho para quem vive da música nordestina.
Já, Berg Rabelo resumiu ao dizer que João Gomes “é a cara do Nordeste”. Para ele, o artista representa a realidade de milhões de sertanejos que crescem enfrentando dificuldades, mas seguem lutando por reconhecimento. Ver um jovem com essa história conquistar o Brasil, afirmou, inspira músicos e trabalhadores do forró.
João Gomes reúne multidões e se tornou uma ponte entre gerações da música nordestina. Na visão da banda Calcinha Preta, ele recolocou o forró no centro das discussões culturais, levando suas raízes para espaços onde não chegava.




