Corpo encontrado em operação no RJ não é da “Japinha do CV”, confirma polícia

erfis falsos usam imagens da jovem para espalhar informações e golpes online

A jovem conhecida pelos apelidos “Penélope” e “Japinha do CV” não está entre os mortos da recente megaoperação realizada contra o Comando Vermelho (CV) no Rio de Janeiro. A informação surge após novas confirmações da Polícia Civil e levantamentos oficiais das vítimas do confronto.

A foto que chocou o país, mostrando um corpo supostamente feminino com o rosto atingido por um tiro de fuzil, não pertence à Japinha. Policiais envolvidos na operação confirmaram que o cadáver, vestido com roupa camuflada e colete tático, é, na verdade, de um homem cuja identidade ainda não foi divulgada.

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erfis falsos usam imagens da jovem para espalhar informações e golpes online/Foto: Reprodução

Além disso, a jovem investigada por atuar na linha de frente da facção criminosa não aparece na lista oficial das 115 pessoas identificadas após a operação. Todos os mortos até agora são homens, segundo os registros oficiais.

Na linha de frente do CV

Japinha do CV era apontada como integrante ativa da facção, responsável por proteger rotas de fuga e pontos estratégicos de venda de drogas. Fotos anteriores à operação a mostravam vestida com roupas de guerra e empunhando um fuzil, mas seu paradeiro atual após os confrontos nos complexos do Alemão e da Penha permanece desconhecido.

FIQUE POR DENTRO: Com rosto esfacelado, Japinha do CV era “linha de frente” da facção

Após a repercussão da notícia de sua suposta morte, perfis falsos começaram a circular nas redes sociais usando imagens da jovem para espalhar desinformação, solicitar contribuições via Pix e até divulgar casas de apostas. Em alguns casos, pessoas se passaram por familiares de Japinha.

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Irmã da Japinha pede que imagens falsas deixem de ser divulgadas nas redes sociais/Foto: Reprodução

A irmã da jovem também se manifestou nas redes sociais, pedindo que não fossem compartilhadas imagens que supostamente mostrariam a morte da irmã.

O episódio evidencia a dificuldade das autoridades em conter a circulação de informações falsas e reforça a necessidade de aguardar dados oficiais antes de compartilhar conteúdos sensíveis.

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