A ex-primeira-dama Michelle Bolsonaro divulgou, nesta sexta-feira (7/11), o livro infantil da deputada estadual de Santa Catarina Ana Campagnolo (PL), que está em pé de guerra com Carlos e Eduardo Bolsonaro a respeito da disputa para o Senado em 2026.
Em publicação nas redes sociais, a presidente do PL Mulher, ala feminina do Partido Liberal, recomendou as obras “Ela é ela” e “Ele é ele”, livros infantis da deputada bolsonarista e do deputado federal Nikolas Ferreira (PL-MG) sobre questões de gênero sob a perspectiva evangélica.
“Indico este livro lindo, dos queridos @anacampagnolo & @nikolasferreiradm, feito com muito carinho e propósito”, diz a postagem de Michelle.
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A divulgação se dá em meio à troca de atritos entre a deputada catarinense e os filhos do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL).
A discussão teve início depois de falas de Campagnolo em defesa da candidatura de Carol de Toni (PL) para o Senado no próximo pleito, e não a de Carlos Bolsonaro (PL). Campagnolo acusa o partido de escantear um nome local em prol dos interesses da família do ex-presidente. O PL, em vez de lançar uma chapa “puro sangue”, deverá apoiar a reeleição do senador Esperidião Amin (PP).
Carlos reagiu. Chamou a deputada estadual de “mentirosa”, e classificou o episódio como “lamentável”. Eduardo foi ainda mais incisivo e alegou que as declarações eram “inaceitáveis” e que ela estaria “insurgindo” contra “a liderança política que a projetou”, em referência a Bolsonaro.
“As declarações da deputada estadual do PL Ana Campagnolo são totalmente inaceitáveis. Na forma, por terem sido feitas em público. No conteúdo, por se insurgirem contra a liderança política que a projetou e, pior, por representarem uma tremenda injustiça, já que ela usa uma régua contra meu irmão que jamais aplicou a si mesma”, escreveu Eduardo.
Carol de Toni tem sinalizado que pode deixar o PL, se o partido não lançá-la ao Senado — ao que Michelle indicou apoio. Em uma tentativa de apaziguar os ânimos, Carlos Bolsonaro se reuniu com a deputada federal e ponderou que ambos são “os nomes do Bolsonaro”.
Michelle e o enteado não têm boa relação. Em entrevista ao jornalista Alexandre Garcia, em março deste ano, a ex-primeira-dama disse que ambos não se falam e disse não querer conviver com ele. Carlos chegou a ensaiar uma aproximação durante a internação de Bolsonaro em maio, chamando a madrasta de “leoa” no trato com o pai.
Desde o começo do ano, Carlos tem aumentado o número de agendas em Santa Catarina e poderá, inclusive, abrir mão do mandato como vereador do Rio de Janeiro, cargo que ocupa há sete mandatos.
