O presidente da Câmara, Hugo Motta (Republicanos-PB), foi procurado tanto por Flávio Bolsonaro (PL-RJ) quanto pelo líder da oposição no Senado, Rogério Marinho (PL-RN), após a prisão de Jair Bolsonaro no sábado (22/11).
Segundo apurou a coluna junto a caciques do PL, ambos relataram as conversas com Motta durante a reunião do partido na tarde desta segunda-feira (24/11), que tratou dos próximos passos da legenda.



Flávio Bolsonaro
Leticia Pille/Metrópoles
O senador Flávio Bolsonaro
VINÍCIUS SCHMIDT/METRÓPOLES @vinicius.foto
O senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) na solenidade de posse do conselheiro Wagner Rosário no TCE-SP.
Foto: TCE-SP
No encontro, no qual ficou decidido que a anistia será prioridade no partido, Flávio e Marinho afirmaram que procuraram Motta e cobraram do mandatário a votação da anistia.
Segundo parlamentares ouvidos pela coluna, ambos lembraram Motta que a sigla o apoiou com a promessa de levar o tema para votação, sem compromisso do presidente da Câmara com o resultado no plenário da Casa.
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A ideia é que a pressão aumente sobre Motta nos próximos dias, com o líder do partido na Câmara, Sóstenes Cavalcante (RJ), comandando a articulação e procurando lideranças da Casa.
Flávio como interlocutor
Como mostrou a coluna, também ficou decidido na reunião que o senador Flávio Bolsonaro será o único interlocutor autorizado a falar por Bolsonaro, enquanto persistir a prisão em regime fechado do ex-presidente.
A ideia é que todo o partido tenha um único discurso, evitando conflitos públicos. Flávio deve, inclusive, procurar seu irmão, o deputado Eduardo Bolsonaro (PL-SP), autoexilado nos EUA, para pedir união nas estratégias.


