A defesa do general Paulo Sérgio Nogueira, ex-ministro da Defesa do governo de Jair Bolsonaro (PL), protocolou, na noite desta segunda-feira (24/11), embargos de declaração para contestar o julgamento da Primeira Turma do Supremo Tribunal Federal (STF), que o condenou a 19 anos de prisão por crimes contra a democracia.
Após ter o primeiro embargo negado, quando a defesa já havia questionado a condenação, os advogados pediram, desta vez, a total absolvição de Nogueira ou a redução da pena imposta, com o argumento de que houve erro no cálculo do tempo de prisão.
Pela absolvição, a defesa alega que o acórdão do julgamento da Primeira Turma “reconheceu que o embargante agiu para diminuir o risco ao bem jurídico”. Já pela redução da pena, os advogados defendem que a condenação, na verdade, deveria ser de 16 anos e quatro meses, dos quais 14 anos e três meses seriam de reclusão e dois anos e um mês de detenção.
8 imagens



Fechar modal.
1 de 8
Paulo Sérgio Nogueira
BRENO ESAKI/METRÓPOLES @BrenoEsakiFoto
2 de 8
General Paulo Sérgio Nogueira
BRENO ESAKI/METRÓPOLES @BrenoEsakiFoto
3 de 8
Paulo Sérgio Nogueira
BRENO ESAKI/METRÓPOLES @BrenoEsakiFoto
4 de 8
BRENO ESAKI/METRÓPOLES @BrenoEsakiFoto
5 de 8
Ex-ministro da Defesa do Brasil depõe no STF
Reprodução TV Justiça
6 de 8
Paulo Sérgio foi interrogado pelo ministro Alexandre de Moraes
Reprodução TV Justiça
7 de 8
Ele garantiu que nunca tratou de nenhuma trama golpista
Reprodução TV Justiça
8 de 8
Ele é acusado de pressionar Forças Armadas para golpe
Reprodução TV Justiça
Leia também
-
STF condena Paulo Sérgio a 19 anos de prisão por trama golpista
-
Paulo Sérgio atuou para “demover” Bolsonaro, diz advogado
-
Morre cineasta Paulo Sérgio Almeida, diretor de clássicos com Xuxa
-
Sergio Mallandro é assaltado por motociclista em São Paulo
A pena aplicada a Nogueira pelo STF, de 19 anos, foi dividida da seguinte forma: 16 anos e 11 meses de reclusão, e 2 anos e 1 mês de detenção.
O general foi condenado, em setembro deste ano, no mesmo núcleo do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL), considerado pela investigação e pela Procuradoria-Geral da República (PGR) o núcleo crucial da trama golpista.
O embargo protocolado nesta segunda é a última tentativa de reverter a eventual prisão. O prazo para protocolar os recursos se encerra à meia-noite.
