O porcentual de inadimplĂȘncia da carteira de crĂ©dito total do Sistema Financeiro Nacional (SFN) alcançou 4,0% em outubro. O indicador chegou ao atual patamar, com incrementos de 0,1 ponto percentual no mĂȘs e de 0,8 ponto percentual no acumulado de 12 meses.
Os nĂșmeros sĂŁo do relatĂłrio âEstatĂsticas monetĂĄrias e de crĂ©ditoâ, divulgado nesta quarta-feira (26/11) pelo Banco Central. A instituição considera como inadimplĂȘncia os atrasos superiores a 90 dias.
Na modalidade de crĂ©dito livre, que se refere a emprĂ©stimos e financiamentos cujas taxas de juros sĂŁo livremente negociadas entre a instituição financeira e o cliente, a inadimplĂȘncia situou-se em 5,3% da carteira, mantendo-se estĂĄvel no mĂȘs e indicando crescimento de 0,9 ponto percentual em 12 meses.
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Dentro do crĂ©dito livre, houve aumento da inadimplĂȘncia na ordem de 0,1 ponto percentual no mĂȘs e 0,4 ponto percentual em 12 meses, alcançando 3,3%. JĂĄ entre as pessoas fĂsicas, a inadimplĂȘncia permaneceu estĂĄvel no mĂȘs e avançou 1,3 ponto percentual em 12 meses, atingindo 6,7% da carteira.
Embora o crĂ©dito ainda continue em expansĂŁo entre as pessoas jurĂdicas, o ritmo foi menor em outubro, com alta de 8,4% ante 8,7% em setembro, enquanto no crĂ©dito Ă s famĂlias houve aceleração, com alta de 11,3% ante 11,2%.
âO estoque de crĂ©dito do SFN teve crescimento de 0,9% em outubro, alcançando R$6,9 trilhĂ”es. O incremento foi de 0,3% no crĂ©dito Ă s pessoas jurĂdicas, e de 1,3% no crĂ©dito Ă s pessoas fĂsicas. Os saldos respectivos sĂŁo de R$2,6 trilhĂ”es e R$4,3 trilhĂ”es.
Endividamento das famĂlias
O relatĂłrio tambĂ©m trouxe novos nĂșmeros sobre o endividamento das famĂlias. Em agosto, 48,9% delas estavam endividadas e agora, o nĂșmero mais recente, de setembro, aponta que 49,1% estĂŁo nesta condição.
O pico histĂłrico da sĂ©rie, de acordo com o BC, foi registrado em julho de 2022, quando o endividamento com o setor financeiro atingiu 49,9% das famĂlias brasileiras.
O endividamento elevado se apresenta diante de um cenĂĄro de aumento no comprometimento de renda, que alcançou a mĂĄxima histĂłrica de 28,8%. O incremento foi de 0,2 ponto porcentual em relação ao mĂȘs anterior e de 1,6 ponto porcentual em doze meses.

