A ex-primeira-dama Michelle Bolsonaro chegou por volta das 15h à Superintêndica da Polícia Federal, em Brasília (DF), neste domingo (23/11) para visitar o marido e ex-presidente Jair Bolsonaro (PL). Ele cumpre prisão preventiva no local desde a manhã de sábado (22/11) e Michelle não estava em casa quando houve a prisão. A ida foi autorizada pelo ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), que também exigiu o detalhamento do nome dos filhos de Bolsonaro em despacho nesta manhã para liberar a ida deles. Veja:
Michelle chegou ao local e acenou para apoiadores de Bolsonaro, que estão na frente da PF desde o sábado (22/11) em um grupo que varia entre 5 e 30 apoiadores na maior parte do tempo. Chove nesta tarde na capital, o que espantou alguns dos manifestantes.
A defesa do ex-presidente enviou um complemento ao pedido de visitas dirigido ao ministro Moraes para autorizar a entrada de três de seus filhos na Superintendência da PF. Os filhos esperam autorização do magistrado para visitar o pai, que passou por audiência de custódia conduzida por uma juíza auxiliar do gabinete de Moraes.
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Entenda dinâmica da prisão
- A PF chegou por volta das 6h à residência do ex-presidente no sábado (22/11) para cumprir o mandado de prisão determinado pelo ministro Moraes. Neste domingo houve a audiência de custódia e a prisão foi homologada, ou seja, ele segue preso.
- Em vídeo divulgado pelo STF também no sábado, o ex-presidente disse que utilizou um ferro de solda para tentar violar a tornozeleira eletrônica. O relatório sobre o evento mostra que Bolsonaro confessou a tentativa de violar a tornozeleira por curiosidade. Neste domingo, ele alegou um surto causado por medicamentos.
Michelle estava no Ceará durante cumprimento de prisão preventiva
Michelle Bolsonaro estava no Ceará para um evento do PL Mulher quando soube da prisão preventiva do marido. Ela voltou ao DF de jatinho.
Após a detenção, Michelle fez uma publicação em seu perfil oficial no Instagram, com um versículo bíblico citando o salmo 121: “Levantarei os meus olhos para os montes, de onde vem o meu socorro”.
A ex-primeira-dama foi recebida pela vice-governadora Celina Leão (PP) após desembarcar de um jatinho particular, em Brasília, na tarde de sábado.
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Bolsonaro e Michelle em hospital em Brasília
KEBEC NOGUEIRA/METRÓPOLES @kebecfotografo
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Michelle se declarou ao ex-presidente durante o culto: “Marido, te amo”, depois de um longo discurso sobre Deus
VINÍCIUS SCHMIDT/METRÓPOLES @vinicius.foto
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Michelle Bolsonaro discursa durante evento do PL Mulher em Guarulhos (SP)
Reprodução/Instagram
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Ato pró-anistia em Brasília, nesta quarta-feira (7/5)
KEBEC NOGUEIRA/METRÓPOLES @kebecfotografo
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Michelle e Bolsonaro durante ato pela anistia
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Michelle durante ato pela anistia
DANILO M. YOSHIOKA/ESPECIAL METRÓPOLES @danilomartinsyoshioka
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Bolsonaro e Michelle
DANILO M. YOSHIOKA/ESPECIAL METRÓPOLES @danilomartinsyoshioka
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Michelle e Jair Bolsonaro
Divulgação/Redes sociais
“Alucinação e paranoia”
Em audiência de custódia neste domingo, o ex-presidente admitiu ter violado sua tornozeleira eletrônica e justificou relatando ter sentido uma “certa paranoia”.
Também disso ter sofrido uma “alucinação” de que havia uma escuta instalada na tornozeleira eletrônica e, por isso, tentou abrir a tampa do equipamento. Ele disse não lembrar de outro surto semelhante e contou que começou a tomar um dos medicamentos apenas quatro dias antes dos fatos que levaram à prisão.
O ex-presidente negou qualquer intenção de fuga e reforçou que não houve rompimento da cinta da tornozeleira. Segundo ele, a única ruptura anterior ocorreu quando precisou fazer uma tomografia.
Bolsonaro também comentou a vigília convocada por seu filho e afirmou que o ponto de concentração fica a cerca de 700 metros de sua casa, o que, segundo ele, impossibilitaria qualquer tumulto que pudesse facilitar uma eventual fuga.
Moraes negou pedido de prisão domiciliar
O ministro Moraes considerou prejudicado o pedido da defesa do ex-presidente para a concessão de prisão domiciliar humanitária.
O pedido dos advogados do ex-presidente foi formulado na tarde de sexta-feira (21/11), com a apresentação de vários laudos, para que Bolsonaro permanecesse em prisão domiciliar durante o cumprimento da condenação.
