MP do Rio pede afastamento de gestores do RioprevidĂȘncia

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MP do Rio pede afastamento de gestores do RioprevidĂȘncia


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O MinistĂ©rio PĂșblico do Rio de Janeiro (MPRJ) expediu nesta quarta-feira (26), recomendação ao Fundo de PensĂŁo dos Servidores do Estado do Rio (RioprevidĂȘncia) e Ă  Secretaria de Estado de Fazenda (Sefaz-RJ) para a adoção de medidas destinadas a proteger o patrimĂŽnio previdenciĂĄrio e recuperar eventuais perdas decorrentes da liquidação extrajudicial do Banco Master.MP do Rio pede afastamento de gestores do RioprevidĂȘnciaMP do Rio pede afastamento de gestores do RioprevidĂȘncia

A recomendação Ă© do Grupo de Atuação Especializada da Integridade e RepressĂŁo Ă  Sonegação Fiscal que enumerou, entre as medidas,” a abertura de processo administrativo interno para apurar responsabilidades de gestores, consultores e membros de comitĂȘs que autorizaram ou mantiveram os investimentos, alĂ©m do afastamento cautelar de agentes diretamente envolvidos e a propositura de eventuais açÔes cabĂ­veis para a reparação do dano apurado”.

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ApĂłs a liquidação extrajudicial do Banco Master, o RioprevidĂȘncia informou, em comunicado, ter aplicado cerca de R$ 960 milhĂ”es na instituição, entre outubro de 2023 e agosto de 2024, com vencimentos previstos para 2033 e 2034. A instituição nega que o valor de investimento seja superior a R$ 2,6 bilhĂ”es, como foi veiculado mais cedo. 

“O montante relativo ao investimento que vem sendo equivocadamente veiculado se deve a um cĂĄlculo feito pelo Tribunal de Contas do Estado do Rio (TCE-RJ) que, inclusive, jĂĄ foi esclarecido pelo RioprevidĂȘncia em recurso apresentado Ă  Corte de Contas”, diz a nota.

O MPRJ fixou prazo de 10 dias para que os ĂłrgĂŁos notificados informem as providĂȘncias adotadas e advertiu que o descumprimento poderĂĄ resultar em medidas administrativas e judiciais, inclusive responsabilização por dano ao erĂĄrio.

A atuação do MPRJ decorre da liquidação da instituição financeira decretada pelo Banco Central, motivada por graves irregularidades e pela deterioração de sua situação patrimonial. Conforme registrado na recomendação, o RioprevidĂȘncia mantinha aplicaçÔes de volume expressivo no banco, cuja insolvĂȘncia expĂŽs recursos do regime prĂłprio a um risco de crĂ©dito considerado desproporcional e incompatĂ­vel com os parĂąmetros de segurança exigidos para investimentos dessa natureza. O quadro gerou risco direto sobre valores destinados ao pagamento de benefĂ­cios previdenciĂĄrios.

A medida esclarece que falhas na gestĂŁo desses investimentos resultaram na perda do Certificado de Regularidade PrevidenciĂĄria (CRP), o que levou o estado do Rio Ă  inscrição no Serviço Auxiliar de InformaçÔes para TransferĂȘncias VoluntĂĄrias (CAUC), ao impedimento de transferĂȘncias voluntĂĄrias da UniĂŁo e à contratação de operaçÔes de crĂ©dito com bancos federais. De acordo com o documento, o impacto extrapola o Ăąmbito previdenciĂĄrio e afeta o equilĂ­brio fiscal do estado, razĂŁo pela qual o MPRJ enfatiza a responsabilidade direta da Secretaria de Fazenda no saneamento das pendĂȘncias. Segundo a recomendação, cabe Ă  Fazenda estadual atuar de forma conjunta e coordenada com o RioprevidĂȘncia para regularizar o CRP, restabelecer a possibilidade de repasses federais e conter os prejuĂ­zos decorrentes da irregularidade.

O MPRJ recomenda ainda a apresentação pelo RioprevidĂȘncia e a Sefaz-RJ, no prazo de 30 dias, de um plano conjunto de saneamento para regularização do CRP, retirando o impedimento de transferĂȘncias voluntĂĄrias da UniĂŁo, alĂ©m da publicação de informaçÔes detalhadas sobre os investimentos afetados, incluindo datas, volumes, responsĂĄveis e medidas de mitigação de danos.

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