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Prazo acaba, e Bolsonaro deixa de apresentar novos embargos; veja o que acontece agora

Por Portal Leo Dias 25/11/2025 08:03 Atualizado em 25/11/2025 08:04
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O ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) optou por não protocolar os segundos embargos de declaração no processo em que foi sentenciado por tentativa de golpe de Estado. O prazo para apresentar esse tipo de contestação terminou na segunda-feira (24/11), sem qualquer movimentação por parte de sua defesa.

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Os embargos de declaração são instrumentos utilizados para pedir explicações sobre possíveis contradições, omissões ou trechos considerados obscuros em decisões judiciais. Normalmente, esse tipo de recurso não altera o teor da condenação.

A Primeira Turma do Supremo Tribunal Federal (STF) condenou Bolsonaro em setembro a 27 anos e 3 meses de prisão, em regime inicial fechado, por chefiar uma organização criminosa que tentou impedir a posse do presidente Luiz Inácio Lula da Silva e desestabilizar o Estado democrático de Direito. O caso está na etapa final dos recursos.

Veja as fotos

Jair Bolsonaro preso na PF em BrasíliaReprodução: GloboNews
Tornozeleira de Jair Bolsonaro danificadaReprodução: CIME
Reprodução CIME
Jair Messias BolsonaroReprodução: Globo
Jair Bolsonaro cumpre prisão domiciliarFoto: @hugobarretophoto/Metrópoles
Jair BolsonaroReprodução: Band
Jair Bolsonaro – Internet Reprodução
Jair Bolsonaro – Internet Reprodução
Bolsonaro vai a hospital para remover lesões na peleReprodução/LeoDias TV

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Agora, cabe ao relator, ministro Alexandre de Moraes, decidir o momento em que declarará o trânsito em julgado — etapa em que não restam mais possibilidades de contestação.

Possibilidade de embargos infringentes é limitada

Ainda existe, em tese, a possibilidade de apresentação de embargos infringentes até o fim desta semana. Diferentemente dos embargos de declaração, esse tipo de recurso tem maior capacidade de alterar a pena. Contudo, há entendimento consolidado no STF de que esses embargos só são cabíveis quando há pelo menos dois votos pela absolvição — o que não aconteceu no julgamento do caso.

Diante disso, Moraes pode concluir que os infringentes não se aplicam e, portanto, declarar o processo encerrado já nos próximos dias. Na sequência, será autorizada a execução das penas impostas aos condenados.

Bolsonaro segue preso, mas por outro processo

Desde sábado (22/11), Bolsonaro permanece detido na Superintendência da Polícia Federal, em Brasília. A prisão, porém, não está relacionada ao processo do golpe.

Ele cumpre prisão preventiva determinada por Alexandre de Moraes após a PF apontar dois elementos:

Para Moraes, o conjunto dessas situações poderia facilitar uma “estratégia de evasão”, comportamento observado em outros investigados ligados ao ex-presidente. Nesta segunda-feira (24), a Primeira Turma do STF decidiu, por unanimidade, manter a prisão preventiva.

Os ministros seguiram o voto do relator, que afirmou que Bolsonaro “violou dolosa e conscientemente” o monitoramento eletrônico. A prisão domiciliar havia sido determinada em 4 de agosto, durante as investigações sobre tentativas de interferência no caso do golpe.

A preventiva será mantida enquanto o STF considerar que as razões para a medida seguem válidas. Embora não tenha prazo fixo, a legislação exige reavaliação a cada 90 dias.

A defesa sustenta que Bolsonaro não tentou fugir e que ele enfrentou episódios de confusão mental e alucinações decorrentes da interação entre medicamentos.

Próximos movimentos de Moraes

Com o fim do prazo dos segundos embargos, o ministro pode:

Os demais condenados no processo do golpe

Além de Bolsonaro, foram condenados:

Todos, com exceção de Cid, aguardam a conclusão da fase recursal.

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