Rafael Rosa da Silva, homem apontado como o atirador que deu 11 tiros em um carro com um casal e uma criança de 10 anos dentro, foi preso nesse domingo (16/11), em Campo Limpo, na zona sul de São Paulo. O suspeito era procurado desde o dia 14 de dezembro do ano passado.
Na ocasião, a família passeava em um carro preto pela zona leste, e outro veículo cinza seguia atrás deles. O casal estacionou por um momento, quando foi alvo de diversos disparos efetuados por Rafael. Uma mulher foi atingida por sete tiros, mas sobreviveu.
À princípio, o caso foi tratado como uma briga de trânsito seguida de tentativa de homicídio. Contudo, após análise das imagens de câmeras de segurança, a polícia notou que o atirador disparou diretamente contra a passageira e iniciou o trabalho de investigação.
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Depois de oito meses do crime, a corporação descobriu que a verdadeira motivação dos tiros estava no trabalho da vítima, que atuou como analista financeira por 17 anos na sede da Unimed Nacional, uma das principais cooperativas de saúde do país. Antes do atentado, a mulher teria denunciado um desvio de dinheiro por parte de uma ex-colega de trabalho, que contratou Rafael e outros suspeitos para matá-la.
Documentos obtidos pelo Metrópoles apontam que a mandante do crime, Bruna Perugine Teixeira, analista financeira no mesmo setor da Unimed, teria desviado cerca de R$ 800 mil da empresa. Até a publicação desta reportagem, a mulher seguia foragida.
Além de Rafael, preso nesse domingo por policiais do 37° Distrito Policial (Campo Limpo), Julio Cesar Benício de Moraes também está preso. Ele é apontado como o dono do carro utilizado pelo atirador. Outros suspeitos seguem procurados.
Procurado pela reportagem, o advogado da família informou que o casal ainda se recupera dos ferimentos. A mulher carrega cicatrizes no rosto e sofre com dificuldades na movimentação da mão direita. O esposo e a criança passam por acompanhamento psicológico.
