Último edital do ano do Desenvolve-DF traz 63 grandes oportunidades

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No fim de um ano marcado pela expansão da economia local, pela abertura de novos polos produtivos e pela retomada do interesse empresarial no Distrito Federal, a Terracap publica o último edital de 2025 do programa Desenvolve-DF e, com ele, lança uma nova corrida por oportunidades de investimento em áreas estratégicas.

Ao todo, são 63 imóveis disponíveis para Concessão de Direito Real de Uso (CDRU), modelo que permite a ocupação legal de terrenos públicos por até 60 anos, com entrada facilitada, custos reduzidos e contrapartidas claras voltadas à geração de empregos.

A sessão pública de licitação será em 27 de novembro, entre 9h e 10h, na sede da Terracap (SAM, Bloco F, atrás do Palácio do Buriti).

Para participar, é necessário apresentar a caução – o valor equivale a três vezes a retribuição mensal mínima do imóvel escolhido, até 26 de novembro, em qualquer agência do Banco BRB.

Após esse passo, o empreendedor pode enviar a proposta presencialmente ou pelo site da agência.

Nesse modelo, diferente das licitações tradicionais, não se compra o terreno, paga-se uma taxa mensal, que pode levar até dois anos de carência para começar a ser cobrada, e que parte de apenas 0,16% do valor da terra nua.

Segundo especialistas, é o formato mais barato e mais acessível de acesso a terrenos públicos no Distrito Federal.

“O Desenvolve-DF permite acesso legal, regularizado e seguro a imóveis da Terracap, por um valor módico, desde que o empreendedor ou empreendedora se comprometa a gerar emprego e renda no local.”

Leonardo Mundim, diretor de Regularização Social e Desenvolvimento Econômico da Terracap

Ele reforça que essa última licitação do ano é uma das mais robustas já publicadas, oferecendo oportunidades em dez regiões administrativas.

Ceilândia se destaca com força inédita

Sozinha, a região concentra 35 dos 63 imóveis disponíveis. Os lotes estão distribuídos entre o Setor de Material de Construção, o Setor Industrial I e a Área de Desenvolvimento Econômico, com tamanhos que variam de 150 m² a 1.050 m², e valores iniciais a partir de apenas R$ 120,32 mensais.

A escolha da Terracap reflete a vocação econômica da região, conhecida pela ampla oferta de mão de obra, pelo perfil empreendedor da população e pela localização estratégica, próxima a entroncamentos importantes de rodovias.

Para negócios de pequeno e médio porte como oficinas, depósitos, lojas, pequenas indústrias, prestadores de serviço e empresas de logística, o edital representa a chance de entrar em uma das áreas mais aquecidas do DF sem comprometer o capital inicial.

Fora de Ceilândia, dois imóveis chamam a atenção pelo potencial logístico.

O primeiro, no SOF Norte, possui 125 m² e retribuição mínima de R$ 566,40. A área, situada entre a Asa Norte e a Granja do Torto, é reconhecida como um polo técnico e automotivo, ideal para oficinas especializadas, empresas de manutenção, serviços veiculares e negócios industriais de menor porte.

O segundo destaque está em Santa Maria, onde um terreno de 2.647 m² com retribuição mínima de R$ 1.523,20, promete atrair empresas de grande porte devido ao fácil acesso pela BR-040, à proximidade com o Entorno e à expansão produtiva acelerada da região. Ali, podem se instalar comércios, indústrias, prestadores de serviço, empresas de distribuição e instituições privadas.

Como participar da licitação?

As regras para participação são simples e buscam democratizar o acesso ao programa. Podem concorrer empresas de qualquer porte, incluindo microempreendedores individuais, desde que alterem o tipo empresarial antes da assinatura da CDRU.

Quem vencer a licitação assinará escritura pública de concessão e apresentará um Projeto de Viabilidade Simplificado (PVS) à Secretaria de Desenvolvimento Econômico, Trabalho e Renda.

Nesse plano, a empresa informa quantos empregos pretende gerar no imóvel. E é aqui que o Desenvolve-DF se diferencia de qualquer outro modelo de acesso a terrenos públicos no país: quanto mais a empresa gerar e manter empregos, menor a taxa mensal.

“Se a empresa gerar mais empregos do que prometeu, ela pode pedir a redução da taxa de retribuição. Se adotar ações de responsabilidade social, a taxa cai mais 20%. Se adotar práticas ambientais, cai mais 10%. É uma política que reconhece o impacto positivo da empresa sobre o DF, e devolve esse impacto em forma de incentivo econômico.”

Leonardo Mundim, diretor de Regularização Social e Desenvolvimento Econômico da Terracap

Nos bastidores do setor produtivo, é consenso que esse último edital chega em um momento estratégico.

O DF vive um ciclo de crescimento em áreas industriais, com ampliação de polos, abertura de empresas e maior demanda por terrenos regulares.

Com preços acessíveis e regras objetivas, o Desenvolve-DF se tornou uma das principais portas de entrada para negócios que precisam de espaço físico para operar, mas não têm capital para comprar um terreno no início das atividades.

Impactos reais

A vantagem é ainda maior para empresas de impacto regional, que dependem diretamente de mão de obra local e abastecem o próprio mercado interno.

Outro ponto importante: lotes que antes permaneciam ociosos agora entram na cadeia produtiva, impulsionando emprego, circulação de mercadorias, investimentos privados e arrecadação direta e indireta.

Embora não haja números oficiais para esta edição, experiências anteriores indicam que editais de porte semelhante já geraram mais de 1.200 empregos diretos e até 4.000 indiretos, movimentando aproximadamente R$ 150 milhões em investimentos privados ao longo dos contratos de concessão.

São impactos reais em renda, consumo, produtividade e desenvolvimento regional.