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Aliados de Messias comemoram cancelamento da sabatina

Por Metrópoles 03/12/2025 02:02 Atualizado em 03/12/2025 02:03
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Aliados de Jorge Messias comemoraram, nos bastidores, a decisão do presidente do Senado, Davi Alcolumbre (União-AP), de cancelar a sabatina do indicado de Lula ao STF.

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A avaliação foi de que, apesar do tom agressivo usado por Alcolumbre ao anunciar o cancelamento, o governo e Messias ganharam tempo para angariar votos de senadores.

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O AGU Jorge Messias

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O advogado-geral da União, Jorge Messias, faz peregrinação em gabinetes no Senado para garantir aprovação para cadeira no STF

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O AGU Jorge Messias

BRENO ESAKI/METRÓPOLES @BrenoEsakifoto

A decisão do presidente do Senado também foi vista com bons olhos por ministros do STF que têm ajudado o indicado de Lula a conseguir apoios no Senado.

“A situação está melhorando. Ele (Messias) ganhou uma semana a mais provavelmente”, disse à coluna, sob reserva, um aliado de Messias.

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Apesar da comemoração dos aliados de Messias, interlocutores de Alcolumbre dizem que não há nova data para a sabatina. A tendência, afirmam, é que a sabatina fique para 2026.

Por que Alcolumbre cancelou a sabatina

Ao anunciar o cancelamento da sabatina, o presidente do Senado disse que tomou a medida porque o governo Lula não enviou a mensagem oficial com a indicação de Messias.

Em nota lida aos senadores, Alcolumbre lembrou que tinha estipulado a data de 3 de dezembro para leitura do parecer do relator da indicação e de 10 de dezembro para sabatina e votação da indicação.

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“A definição desse calendário segue o padrão adotado em indicações anteriores e tinha como objetivo assegurar o cumprimento dessa atribuição constitucional do Senado ainda no exercício de 2025, evitando sua postergação para o próximo ano. No entanto, após a definição das datas pelo Legislativo, o Senado foi surpreendido com a ausência do envio da mensagem escrita referente à indicação, já publicada no Diário Oficial da União e amplamente anunciada”, disse o presidente do Senado na nota.

Alcolumbre ainda acusou o governo Lula de “omissão” por não ter enviado a mensagem oficial com a indicação de Messias antes da sabatina. Para o senador, essa omissão “é grave e sem precedentes”.

“Essa omissão, de responsabilidade exclusiva do Poder Executivo, é grave e sem precedentes. É uma interferência no cronograma da sabatina, prerrogativa do Poder Legislativo. Para evitar a possível alegação de vício regimental no trâmite da indicação – diante da possibilidade de se realizar a sabatina sem o recebimento formal da mensagem –, esta Presidência e a Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) determinam o cancelamento do calendário apresentado”, disse o presidente do Senado, sem anunciar uma nova data.

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