A Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) publicou, na quarta-feira (10), uma série de medidas que determinaram restrições, proibições e recolhimentos envolvendo cinco produtos, incluindo medicamentos, fórmulas pediátricas e suplementos alimentares. As ações vão desde o controle da circulação de lotes de paracetamol com codeína até a suspensão de suplementos classificados como irregulares.
Uma das determinações foi a proibição de venda, consumo e fabricação do medicamento Flock Dent Camomilina, produzido pela Unicorp Terceirizze Brasil Industrial Ltda. Segundo a Anvisa, o produto era anunciado como indicado para dentição de bebês, mas continha ingredientes não permitidos para essa faixa etária.
Ainda na área pediátrica, a agência restringiu a circulação da fórmula infantil Nesh Pentasure Pedia, da Nunesfarma, após a própria fabricante solicitar a medida. Um erro de rotulagem descrevia o produto como “fórmula hidrolisada”, o que não correspondia à composição real.
A Anvisa também determinou a suspensão total do suplemento Suplemento Milagroso em Cápsulas Jes, da PPA Suplementos Ltda. O nome do produto já contrariava normas sanitárias, e a fiscalização identificou alegações proibidas de ação terapêutica — como combate a dores musculares e articulares, fortalecimento do sistema imunológico e efeito antioxidante. Além disso, ele continha ingredientes vetados para suplementos, como gengibre, salsaparrilha, sucupira, mururê, macacá e quebra-pedra.
Creatina também na mira
Outro item afetado foi a linha de creatinas da Basecol Mix. A pedido da própria empresa, a Anvisa ordenou o recolhimento dos produtos Creatina Creamy, Crea Cream, Pasta de Creatina e Creme de Creatina, todos contendo creatina monoidratada. A fabricante detectou irregularidades na fórmula e decidiu suspender o uso antes de uma eventual determinação oficial.
A agência também anunciou o recolhimento de vários lotes de Paracetamol + Fosfato de Codeína, da Geolab Indústria Farmacêutica S/A. A empresa identificou uma variação no teor de codeína entre 1,9% e 2,66%, índice que fere boas práticas de fabricação. As embalagens afetadas incluem versões para farmácias e uso hospitalar, todas produzidas após 28 de janeiro de 2025.
A Anvisa reforça que o recolhimento é preventivo e recomenda que consumidores consultem os lotes antes de utilizar os produtos.
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