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BRB contrata escritório de advocacia para investigar negócios com o Banco Master

Por Metrópoles 02/12/2025 17:05 Atualizado em 02/12/2025 17:05
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O Banco de Brasília (BRB) contratou o escritório de advocacia Machado, Meyer, Sendacz, Opice e Romano Advogados (Machado Meyer Advogados) para conduzir a investigação independente, assistido pela Kroll Associates Brasil, sobre as supostas irregularidades em negócios com o Banco Master.

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Os fatos apurados são relacionados às investigações da Operação Compliance Zero, que aponta para suposta fraude de R$ 12 bilhões em carteiras de crédito vendidas pelo Master ao BRB.

Em fato relevante divulgado ao mercado na noite desta terça-feira (2/12), o BRB disse que o escritório “reportará tão somente a um comitê independente de investigação, instaurado em 28 de novembro de 2025, formado por executivos que não possuíam qualquer função no BRB durante o período avaliado”.

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A 10ª Vara Federal de Brasília determinou o afastamento do então presidente do BRB, Paulo Henrique Costa, e do diretor financeiro Dario Oswaldo Garcia Júnior, no contexto da investigação sobre os negócios suspeitos com o Banco Master. Em seguida, o governador Ibaneis Rocha (MDB) indicou o ex-presidente da Caixa Nelson Souza para a presidência do BRB.

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A Justiça Federal mandou prender o dono do Master, Daniel Vorcaro, e de outros executivos ligados ao banco. Eles ficaram 12 dias presos.

A 10ª Vara Federal de Brasília ainda determinou a realização de uma auditoria minuciosa no BRB, pelo Banco Central. Em decisão expedida no dia 24 de novembro, a Justiça considerou informações apresentadas pelo Ministério Público Federal (MPF) que apontam que a instituição “não apresenta crise de liquidez”.

A Operação Compliance Zero investiga compra de carteiras de crédito do Banco Master pelo BRB. A Polícia Federal apontou que, embora o BRB descreva possuir processo formalmente estruturado para aquisição de carteiras – envolvendo filtros de elegibilidade, manifestações de diversas áreas, aprovação colegiada e registro na B3 –, “verifica-se que tais mecanismos não foram eficazes para detectar as irregularidades graves posteriormente apontadas pelo Banco Central, como a existência de créditos insubsistentes, sobreposição de CPFs, originação por empresa recém-constituída sem histórico (Tirreno) e ausência de comprovação documental dos contratos subjacentes”.

A PF indicou que o BRB aceitou a restituição de R$ 6,7 bilhões diretamente da Tirreno, a empresa que seria de fachada. A Tirreno assinou acordo para pagar o valor em seis meses – de junho a dezembro de 2025. Segundo as investigações, os R$ 6,7 bilhões pagos pelo Master à Tirreno pelas carteiras de crédito, antes de serem repassadas ao BRB, continuam disponíveis em conta vinculada, mas o BRB não exigiu a devolução imediata.

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