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Câmara corre contra o tempo para regulamentar mototáxi com restrições

Por Metrópoles 03/12/2025 01:03 Atualizado em 03/12/2025 01:03
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Após quase um ano de discussões, a Câmara Municipal de São Paulo corre contra o tempo para aprovar até a próxima segunda-feira (8/12), e de forma definitiva, um projeto de lei para regulamentar o serviço de mototáxi na cidade.

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Isso porque a Justiça de São Paulo determinou que a prefeitura regulamente a modalidade até o próxima quinta-feira (11/12). A gestão municipal chegou a recorrer, mas o Tribunal de Justiça manteve a decisão.

Desde o início do ano, o prefeito Ricardo Nunes (MDB) vive uma batalha judicial contra plataformas como Uber e 99, que brigam para operar o mototáxi por aplicativo na cidade.

Um decreto municipal proíbe a atividade, o que foi considerado inconstitucional pela Supremo Tribunal Federal (STF). A prefeitura alega que a liberação fará aumentar as mortes no trânsito.

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Diante disso, a gestão Nunes e sua base aliada na Câmara buscam apresentar um texto que não corra o risco de ser judicializado, mas ao mesmo tempo não ceda a um “libera geral” da modalidade. As plataformas anunciaram que voltarão a oferecer o serviço no dia 12 de dezembro.

Nessa terça-feira (2/12), o Colégio de Líderes decidiu que a subcomissão criada em março deste ano para debater o tema apresentará um relatório final das atividades na sessão desta quarta-feira (3/12).

Ficou decidido que, a partir do texto que será apresentado pelo relator Paulo Frange (MDB), um projeto de lei será redigido e já passar, no mesmo dia, por votação na Comissão de Transportes. Passando no colegiado, a ideia é que o texto seja aprovado na Comissão de Constituição e Justiça na quinta-feira (4/12) e, na sequência, vá para votação em primeiro turno no plenário.

“Não temos outra saída agora a não ser regulamentar”, afirmou Frange ao Metrópoles. O objetivo é votar o texto em segundo turno na próxima segunda-feira (8/12).

“Nesse momento de pressão pelo prazo imposto pela Justiça, nosso trabalho é garantir que as melhores práticas do que ouvimos de dezenas de especialistas, ao longo de oito meses de trabalho, sejam incorporadas em um eventual projeto de lei”, afirma a vereadora Renata Falzoni (PSB), cicloativista e presidente da subcomissão.

Restrições à atividade

Críticas ao “atropelo”

Apesar do prazo judicial, a pressa em apresentar um projeto de lei e, na mesma semana, já submetê-lo ao plenário pegou de supressa vereadores e movimentos que acompanham as discussão. E suscitou críticas.

“Eles vão votar um projeto secreto. E por que eu falo secreto? Porque eu acho um absurdo a subcomissão não chamar, pelo menos por consideração, a categoria que esteve lutando há tanto tempo dentro da Câmara dos Vereadores, não chamar as lideranças para pelo menos apresentar o relatório final. Vai apresentar no mesmo dia que vai ter a votação?”, afirmou JR Freitas (Psol), líder do movimento dos motoboys na cidade e opositor de Nunes ao longo dos debates.

Nos bastidores, vereadores reclamaram do que chamam “atropelo” e afirmam temer que as sugestões colhidas na subcomissão não sejam contempladas no texto. Em oito meses de trabalho, o colegiado realizou 15 reuniões e ouviu cerca de 60 grupos especializados no tema.

Na noite dessa terça-feira (2/12), Frange ainda não tinha um texto pronto e conversava com outros vereadores para chegar a um consenso. O próprio gabinete de Falzoni, presidente da subcomissão, não tinha conhecimento de qual seria o teor do relatório do relator.

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