Em entrevista ao podcast americano Cocaine Air, o ex-piloto de um dos aviões do cartel de Pablo Escobar, Tirso Dominguez, contou pela primeira vez os bastidores de sua vida no crime. Entre os anos 80 e o início dos 90, ele acumulou uma verdadeira fortuna, chegando a faturar R$ 332 milhões e ostentando carros de luxo, mansão e até um leão como animal de estimação.
Dominguez entrou de cabeça no tráfico após dificuldades financeiras, quando perdeu o pai e ficou sem acesso a um empréstimo milionário. Desesperado, começou a pilotar aviões para transportar maconha das Bahamas e da Colômbia para os Estados Unidos. O envolvimento cresceu depois que entregou, por engano, US$ 800 mil em mercadoria para o destinatário errado, passando a ser ameaçado por fornecedores.
“Eu nunca quis me envolver com cocaína porque os traficantes de cocaína eram os bandidos… responsáveis por todas as mortes”, afirmou. “Eu não tolero drogas. Nunca usei drogas”.
Para cobrir o prejuízo, Dominguez aceitou transportar cocaína, embolsando US$ 1 milhão em seu primeiro voo. O sucesso nas entregas chamou a atenção do próprio Escobar, que passou a contratá-lo para quatro voos mensais, inicialmente pagando em dinheiro, mas depois em droga. Com o ritmo acelerado, sua renda bateu a casa dos R$ 332 milhões, valor corrigido pela inflação.
“Fiz o que nenhum outro contrabandista havia feito na história do contrabando”, destacou Dominguez.
Em 1991, Dominguez se declarou culpado por contrabando e lavagem de dinheiro, pegando 13 anos de prisão. Agora, aos 73 anos, ele afirma já ter quitado sua dívida com a justiça e planeja seguir a vida como empreendedor.
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