A temporada 2025 da F1 finalizou nesse domingo (7/12), com o título inédito de Lando Norris. No entanto, para o próximo ano, a categoria já se prepara para uma revolução: o regulamento técnico será totalmente alterado, com impacto direto na forma de pilotar, ultrapassar e desenvolver os carros.
A mudança mais simbólica é o fim do DRS, ativo desde 2011. Em seu lugar, a FIA introduzirá um sistema de aerodinâmica ativa, com asas dianteira e traseira móveis que operam em dois modos: Modo Z, com mais pressão para curvas, e Modo X, que reduz o arrasto para ganhar velocidade nas retas.
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Ao contrário do DRS, o piloto não dependerá de estar a menos de um segundo do carro à frente para ativar o recurso. A alternância entre os modos será feita em zonas definidas pela direção de prova, respeitando apenas as condições de pista.
Para preservar as ultrapassagens, a FIA criará um impulso elétrico extra. Caso o piloto esteja a menos de um segundo do adversário, ganhará energia adicional da bateria.
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Norris foi o campeão da Fórmula 1 2025.
David Davies/PA Images via Getty Images
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Hector Vivas/Getty Images
Os motores híbridos também serão renovados. A parte elétrica saltará para 350 kW, quase três vezes mais que hoje, enquanto o motor a combustão terá potência reduzida. A recuperação de energia dobrará para 8,5 MJ por volta, e todos usarão combustível sustentável avançado.
Além disso, os carros ficarão menores e mais leves. A largura cairá para 1,90 m, o entre-eixos será reduzido em 20 cm e o peso mínimo passará a 768 kg, 30 kg abaixo da geração atual. A entidade prevê ainda queda de 30% no downforce e 55% no arrasto.
Os pneus também serão ajustados. As rodas de 18 polegadas continuam, mas os dianteiros ficarão 25 mm mais estreitos, e os traseiros, 30 mm, reduzindo resistência e peso.
A segurança, por sua vez, também será melhorada: o bico terá dois estágios de impacto para evitar desprendimentos, e a proteção lateral será ampliada. A célula de combustível também receberá blindagem adicional, com testes de intrusão mais severos.
