Micro robôs são capazes de realizar cirurgia dentro do corpo humano; entenda a tecnologia

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Um micro robô, com menos de 1 milímetro — menor até que um grão de sal —, foi desenvolvido por pesquisadores e pode mudar o cenário nos próximos anos. O robô atua de forma totalmente autônoma, equipado com computador, sensores e propulsão própria, sendo capaz de perceber o ambiente e tomar decisões sem controle externo.

Esse avanço marca uma nova era para a microrrobótica aplicada à saúde, aproximando a engenharia do tamanho das células humanas. O dispositivo funciona com células solares microscópicas, possibilitando geração de energia própria, sensores ambientais e movimento controlado em líquidos, sem fios ou partes móveis tradicionais.

De acordo com os especialistas, o grande desafio foi integrar todos esses sistemas em um corpo ultracompacto, sem problemas de aquecimento ou perda de eficiência. Com materiais usados na indústria de microchips e uma camada protetora semelhante ao vidro, o robô ganha resistência para operar em ambientes líquidos, superando obstáculos técnicos históricos.

A locomoção do micro robô dispensa intervenções: ele se move por interações elétricas com partículas do meio, permitindo deslocamentos precisos até em espaços muito reduzidos. Isso abre portas para aplicações em áreas de difícil acesso do corpo, sem necessidade de cirurgias invasivas.

Próximos passos

Apesar de ainda estar em fase experimental, o potencial do micro robô na medicina é enorme. No futuro, poderá entregar medicamentos de forma direcionada, monitorar tecidos e células em tempo real, auxiliar na reparação de nervos e microestruturas, e até reduzir procedimentos cirúrgicos tradicionais.

O próximo passo dos pesquisadores é adaptar a tecnologia para ambientes biológicos mais complexos, como água salgada e tecidos vivos. Também estão trabalhando em sistemas para que múltiplos micro robôs consigam se comunicar e atuar em conjunto, promovendo uma verdadeira revolução no diagnóstico e tratamento médico.

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