O São Paulo foi alvo de uma denúncia encaminhada ao Ministério Público de São Paulo, que aponta a possibilidade de “gestão temerária” no clube. Segundo apuração da ESPN, o documento, enviado por uma fonte anônima, lista quatro frentes consideradas pelo denunciante como de risco para a administração tricolor: o déficit registrado em 2024 e o consequente aumento da dívida, a suposta venda de jovens da base por valores abaixo do esperado, a negociação de uma possível parceria envolvendo a Galápagos Capital e 30% do centro de formação de Cotia, além de uma eventual interferência de Julinho Casares, filho do presidente Júlio Casares, em atividades relacionadas às categorias de base.
O Ministério Público ainda não instaurou investigação formal, mas procurou o São Paulo para pedir esclarecimentos sobre os pontos apresentados na denúncia. Em resposta à ESPN, o advogado do clube, Guilherme Salutti, afirmou que a instituição enviou todas as informações solicitadas pelo órgão e tratou de cada um dos temas levantados.
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“Sobre a venda de jogadores, o São Paulo mostrou ao MP que outros clubes venderam também jovens atletas num custo parecido com o que vendeu os seus no relato da denúncia. Exemplos: Matheus Gonçalves, do Flamengo, Isaque, do Fluminense, e Vanderlan, do Palmeiras, são valores similares”, declarou Guilherme, ao comentaras negociações envolvendo atletas jovens.
Salutti também abordou a menção ao resultado financeiro de 2024. Segundo o advogado, “da questão do déficit de 2024, o São Paulo tinha uma meta de venda de atletas que se valorizaram com a conquista da Copa do Brasil, o que acabou não acontecendo, como por exemplo o Pablo Maia, que se lesionou”.
Ele acrescentou que a suposta interferência de Julinho Casares já havia sido alvo de avaliação interna: “em 2020, Julinho Casares abriu uma plataforma de pets com alguns sócios, mas por causa da pandemia a empresa nunca funcionou. Anos depois, um desses sócios começou a trabalhar com futebol, fazendo gestão de atletas jovens. Esse caso já foi até objeto de compliance no clube e nada foi detectado”.
Por fim, o representante jurídico argumentou que a origem anônima do documento fragiliza a denúncia. “Alegamos ao MP que essa denúncia não é direcionada a alguma pessoa específica da direção ou do clube e, com isso, a tal denúncia anônima perde força. O São Paulo está colaborado para esclarecer todos os questionamentos do MP”, afirmou.
Após prestar os esclarecimentos iniciais, o São Paulo divulgou um comunicado oficial. No texto, o clube afirma que “o São Paulo Futebol Clube respondeu a pedido de esclarecimentos encaminhado pelo Ministério Público a partir de fonte anônima, a respeito de atos realizados e aprovados pela atual gestão do clube e seus órgãos de governança interna”.
A nota acrescenta ainda que “o São Paulo segue à disposição para eventuais novas informações e demais esclarecimentos que o órgão julgue necessárias, de forma transparente e à luz dos procedimentos legais cabíveis”.
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