O Brasil entrou no clima de festa do Oscar antes mesmo das indicações oficiais. A Academia de Artes e Ciências Cinematográficas divulgou a lista de pré-selecionados do 98º Oscar nesta terça-feira (16/12), e o país garantiu presença dupla na disputa: com “O Agente Secreto”, no filme internacional, e com “Apocalipse nos Trópicos”, entre os documentários mais comentados da temporada.
“O Agente Secreto” aparece como o grande representante brasileiro e chama atenção por estar em duas frentes importantes da premiação. Além de integrar a lista de pré-selecionados a Melhor Filme Internacional, o longa de Kleber Mendonça Filho também figura entre os dez títulos que avançaram na categoria Melhor Elenco, prêmio que começa a ser entregue na cerimônia de 2026, ampliando a visibilidade do cinema nacional na corrida pelo Oscar.
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Já “Apocalipse nos Trópicos”, documentário de Petra Costa sobre o avanço da agenda evangélica na política do Brasil, garantiu espaço na concorrida categoria de Melhor Documentário, que contou com mais de 200 filmes elegíveis. A presença do título brasileiro coloca o país em destaque em uma das categorias mais disputadas e relevantes da premiação.
Além disso, o brasileiro Adolpho Veloso, diretor de fotografia do filme “Sonhos de Trem”, também entrou na pré-lista do Oscar na categoria de Fotografia.
Entre os filmes mais citados nas listas divulgadas pela Academia, alguns nomes se repetem em diferentes categorias e despontam como fortes candidatos nesta edição. “Wicked: Para o Bem” aparece em áreas como elenco, fotografia, maquiagem, trilha sonora, som e efeitos visuais, consolidando-se como um dos títulos mais lembrados do ano. “Frankenstein” também marca presença em diversas categorias técnicas, enquanto “Pecadores”, “Sirât”, “Marty Supremo” e “Uma batalha após a outra” surgem repetidamente nas listas preliminares.
Na disputa internacional, além do Brasil com “O Agente Secreto”, chamam atenção produções de países como Alemanha, Espanha, França, Coreia do Sul e Japão, reforçando o caráter global da competição. No campo dos documentários, temas políticos, conflitos internacionais e questões sociais dominam a seleção.
A votação para as indicações oficiais começa em janeiro, e os nomes definitivos serão anunciados no dia 22 de janeiro de 2026. Enquanto isso, o cinema brasileiro já pode comemorar: estar presente em duas categorias relevantes, antes mesmo das nomeações finais, é um sinal claro da força do país na premiação, que neste ano já reconheceu o filme “Ainda Estou Aqui” com três indicações, vencendo como Melhor Filme Internacional — pela primeira vez na história do cinema nacional.





