O Brasil recebeu o reconhecimento oficial da Organização Mundial da Saúde (OMS) por ter alcançado a interrupção da transmissão do HIV de mãe para filho. A informação foi confirmada nesta segunda-feira pelo ministro da Saúde, Alexandre Padilha, ao comentar que o país atingiu os parâmetros internacionais exigidos após sucessivas quedas nos indicadores de transmissão materno-infantil.
Durante participação no programa Bom Dia, Ministro, do CanalGov, Padilha destacou que o resultado é fruto da estrutura do sistema público de saúde e das políticas adotadas ao longo dos últimos anos. “— O Brasil conseguiu eliminar graças ao SUS (Sistema Único de Saúde), aos testes rápidos das unidades básicas de saúde, aos testes do pré-natal, às gestantes que têm HIV e tomam a medicação pelo SUS —”, afirmou.
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De acordo com o ministro, representantes do Programa Conjunto das Nações Unidas sobre HIV/AIDS (Unaids) e da própria OMS devem desembarcar no país ainda nesta semana para realizar a cerimônia de entrega da certificação oficial ao governo brasileiro.
Dados divulgados recentemente pelo Ministério da Saúde reforçam o avanço. O boletim epidemiológico mais atual aponta que, em 2024, houve queda de 7,9% no número de gestantes vivendo com HIV no país, além de uma redução de 4,2% na quantidade de crianças expostas ao vírus.
Outro indicador considerado decisivo foi a diminuição de 54% nos casos de início tardio da profilaxia neonatal, tratamento essencial para impedir a transmissão do HIV da gestante para o bebê. O Brasil também superou a marca de 95% de cobertura em acompanhamento pré-natal, testagem para HIV e oferta de tratamento às grávidas diagnosticadas com o vírus.
Ainda segundo o levantamento, a taxa de transmissão vertical permaneceu abaixo de 2%, enquanto a incidência de novas infecções ficou inferior a 0,5 caso a cada mil nascidos vivos, patamares compatíveis com as exigências internacionais.
Em nota, o Ministério da Saúde comemorou o resultado. “Isso significa que o país interrompeu, de forma sustentada, a infecção de bebês durante a gestação, o parto ou a amamentação, atingindo integralmente as metas internacionais. Os resultados estão em linha com os critérios da OMS”, afirmou a pasta.





