Rio registra alta em audiĂȘncias e prisĂ”es por violĂȘncia domĂ©stica

Por AgĂȘncia Brasil 23/12/2025 Ă s 17:03


Logo AgĂȘncia Brasil

O estado do Rio de Janeiro registrou este ano aumento nos nĂșmeros relacionados Ă  violĂȘncia domĂ©stica. Os dados foram reunidos pelo ObservatĂłrio Judicial de ViolĂȘncia contra a Mulher, do Tribunal de Justiça do Rio de Janeiro (TJRJ).Rio registra alta em audiĂȘncias e prisĂ”es por violĂȘncia domĂ©sticaRio registra alta em audiĂȘncias e prisĂ”es por violĂȘncia domĂ©stica

Entre janeiro e novembro, foram 68.743 sentenças relacionadas Ă  violĂȘncia contra a mulher, 6,57% a mais do que o mesmo perĂ­odo em 2024. O TJ realizou 33.562 audiĂȘncias sobre violĂȘncia de gĂȘnero, crescimento de 4%. TambĂ©m foram efetuadas 4.771 prisĂ”es de agressores, contra 4.578 no ano anterior. Os processos novos sobre violĂȘncia domĂ©stica aumentaram de 69.597 em 2024, para 71.762 este ano. 

NotĂ­cias relacionadas:

Os feminicĂ­dios apresentaram uma leve queda no perĂ­odo analisado. Foram 93 este ano, em comparação com 100 no ano passado. O mĂȘs com maior nĂșmero de mortes foi março,quando foram registradas 14 mortes, mĂȘs que se comemora o Dia Internacional da Mulher, no dia 8 de março. 

Este ano, foram concedidas 30.934 medidas protetivas de urgĂȘncia em todo o estado do Rio de Janeiro.

Segundo o TJ, os indicadores do sistema de Justiça refletem o fortalecimento de polĂ­ticas de enfrentamento Ă  violĂȘncia contra a mulher e a ampliação de estruturas especializadas no atendimento Ă s vĂ­timas. Entre as iniciativas em destaque estĂŁo os grupos de trabalho Enfrentamento Ă  ViolĂȘncia ObstĂ©trica e Mulheres Negras e Interseccionalidades, que atuam de forma integrada com instituiçÔes do sistema de Justiça, da saĂșde, da educação e da sociedade civil.

“O GT- ViolĂȘncia ObstĂ©trica quer que as mulheres tenham informação e um parto livre de qualquer forma de violĂȘncia. Esse GT tem sido um sucesso. Estamos disseminando, dentro das instituiçÔes do sistema de Justiça, de saĂșde e da educação, o debate sobre o parto humanizado”, explicou a coordenadora estadual da Mulher em Situação de ViolĂȘncia DomĂ©stica e Familiar (Coem), desembargadora Adriana Ramos de Mello.

“O GT- Mulheres Negras e Interseccionalidades foi criado a partir dos dados que nos revelam que as mulheres negras sĂŁo as mais atingidas pela violĂȘncia domĂ©stica, pela violĂȘncia obstĂ©trica e pelo assĂ©dio. É um grupo com participação de integrantes de instituiçÔes do sistema de Justiça, da rede de atendimento Ă  mulher e da sociedade civil”, acrescentou a desembargadora. 

Os dados tambĂ©m revelam o impacto da violĂȘncia sobre crianças e adolescentes. Foram encaminhados a abrigos, como medida de proteção emergencial, 58 mulheres vĂ­timas e os filhos menores de idade.

A Central JudiciĂĄria de Abrigamento ProvisĂłrio da Mulher VĂ­tima de ViolĂȘncia DomĂ©stica (Cejuvida) prestou 7.740 atendimentos. Criada para apoiar mulheres e seus filhos em situação de grave ameaça, a Cejuvida atua de forma integrada ao PlantĂŁo JudiciĂĄrio, oferecendo suporte a magistrados e delegados de polĂ­cia fora do horĂĄrio forense.

A central garante o encaminhamento rĂĄpido e seguro das vĂ­timas Ă s casas abrigo, assegurando proteção imediata e preservação da vida. A iniciativa reforça a articulação entre o JudiciĂĄrio, a segurança pĂșblica e a rede de proteção social no enfrentamento Ă  violĂȘncia domĂ©stica no estado.

Bloqueador de anuncios detectado

Por favor, considere apoiar nosso trabalho desativando a extensĂŁo de AdBlock em seu navegador ao acessar nosso site. Isso nos ajuda a continuar oferecendo conteĂșdo de qualidade gratuitamente.