A missa de 7º dia de Tainara Souza Santos foi realizada na Paróquia Santa Rita de Cássia, no Parque Novo Mundo, em São Paulo, e reuniu familiares, amigos e moradores da comunidade. Entre os presentes esteve a cantora Roberta Miranda, que fez questão de comparecer para prestar solidariedade e consolar a mãe da jovem, Lúcia Aparecida Souza da Silva.
Durante a celebração, Roberta registrou um vídeo no qual conversa com a mãe de Tainara e tenta oferecer algum alívio em meio ao sofrimento. No registro, a artista relembra histórias contadas pela família e destaca a força da matriarca.
“Rindo um pouco agora da história da Tainara, que a mãe estava contando que ela era espoletada… Ela era espoletada desde pequenininha. E a forma que a senhora criou seus filhos é uma forma digna, linda”, disse a cantora.
A mãe concorda e desabafa: “A gente é de família humilde, nunca aconteceu esses casos na vida da gente. E o importante é Deus… Ele que nos dá força” e completa dizendo acreditar que Tainara “está bem melhor do que esse mundo cruel”.
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A presença da artista emocionou quem acompanhava a missa e reforçou o apelo da família para que o caso tenha uma resposta rápida e rigorosa.
‘Até o último batimento cardíaco’
Em entrevista exibida pelo Domingo Espetacular, Lúcia relatou o drama vivido desde a tentativa de feminicídio contra a filha, no fim de novembro. Ela afirmou que acompanhou Tainara até os últimos instantes de vida, descrevendo a jovem como divertida, amorosa e muito próxima da família.
“Eu não estou nem dormindo direito. Escuto a vozinha dela… É muito difícil. Eu fiquei com ela até o último batimento cardíaco”, contou.
A irmã de Tainara, Tatiana de Souza Santos, também deu depoimento emocionado ao programa e disse que a família agora precisa ser forte para buscar justiça. “Não vai ser fácil. Mas a gente tem que honrar o nome dela, fazer justiça por ela e por outras mulheres”, disse.
O caso
Tainara, de 31 anos, mãe de duas crianças, morreu na quarta-feira (24) após quase um mês internada no Hospital das Clínicas. Ela sofreu múltiplos ferimentos e teve as pernas amputadas depois de ser atropelada e arrastada por cerca de um quilômetro na Marginal Tietê, na zona norte de São Paulo.
O crime ocorreu na madrugada de 29 de novembro, quando Douglas Alves da Silva, apontado como o autor do atropelamento, teria entrado em um Volkswagen Golf preto e acelerado o veículo contra a vítima, que caiu e ficou presa sob o carro. O caso, inicialmente tratado como tentativa de feminicídio, agora é investigado com desfecho fatal.
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