O governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas (Republicanos), o prefeito da capital, Ricardo Nunes (MDB), e o ministro de Minas e Energia, Alexandre Silveira, anunciaram que o estado de São Paulo irá romper o contrato com a concessionária Enel, responsável pela distribuição de energia elétrica em parte do território paulista.
O anúncio foi feito após uma reunião realizada nesta terça-feira no Palácio dos Bandeirantes, em São Paulo. O encontro começou por volta das 15h e ocorreu a portas fechadas, reunindo representantes dos governos estadual, municipal e federal.
A decisão ocorre após os impactos causados por um ciclone que atingiu o estado na semana passada e deixou cerca de 2,2 milhões de endereços sem energia elétrica. Diante da situação, a Prefeitura de São Paulo e o governo estadual intensificaram as cobranças ao governo federal para que o contrato com a Enel não seja renovado.
Na sexta-feira anterior ao anúncio, Ricardo Nunes pediu apoio direto ao presidente Luiz Inácio Lula da Silva durante o lançamento do SBT News. “O senhor precisa nos ajudar nisso. Não tá fácil”, afirmou o prefeito na ocasião.
O contrato da Enel em São Paulo vence em 2028, e a concessionária solicitou à Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel) a renovação antecipada da concessão. Segundo o ministro Alexandre Silveira, a empresa será responsabilizada caso não cumpra integralmente as obrigações previstas em contrato.
Críticas do ministro a Tarcísio e Nunes
Na semana passada, Silveira criticou a condução política do debate sobre o apagão e acusou Tarcísio e Nunes de transformarem o episódio em disputa política. Em declaração à imprensa, o ministro afirmou que, enquanto governador e prefeito politizam um evento climático extremo, o governo federal mantém o foco no restabelecimento rápido e seguro da energia elétrica para a população.
Os detalhes sobre o rompimento do contrato, prazos e medidas para garantir a continuidade do fornecimento de energia ainda devem ser divulgados oficialmente.
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