A sessão desta terça-feira (2), na Câmara de Rio Branco contou com um debate sobre a onda de furtos de fios e cabos elétricos que atinge comércios, residências e até prédios públicos da capital. Os vereadores voltaram a defender a criação da Guarda Municipal, proposta liderada por Samir Bestene (PP) e apoiada por outros parlamentares, embora o prefeito de Rio Branco já tenha se manifestado diversas vezes contrário ao tema.
Durante as falas, os vereadores destacaram que o problema se agravou e que o prejuĂzo causado aos comerciantes e Ă população tem se tornado insustentável.

Os parlamentares defenderam a criação da guarda municipal | Foto: Reprodução
Samir Bestene abriu o debate reforçando que a Câmara já discutiu o assunto em diversas ocasiões, inclusive em audiência pública sobre o Fundo Municipal de Segurança Pública. O vereador citou o desabafo recente de uma empresária da Churrascaria Ana Cleia, no Segundo Distrito, que relatou repetidos furtos na região da Gameleira. Segundo Samir, a escalada de furtos mostra que a cidade enfrenta um problema que não está sendo enfrentado de forma eficaz.
“Hoje, o roubo de fios, nĂŁo sĂł em comĂ©rcio, mas em residĂŞncias, tem sido constante. Os prejuĂzos tĂŞm sido constantes aqui na nossa capital. Se existem pessoas que roubam fios, existem pessoas que compram. É necessário uma força-tarefa para investigar esses receptores”, afirmou.
O vereador defendeu novamente a criação da Guarda Municipal, destacando que o debate nĂŁo avança porque a prefeitura nĂŁo quer tratar do assunto. “Enquanto nĂŁo anda ou praticamente nĂŁo se pode falar sobre Guarda Municipal, nos cabe solicitar que a PolĂcia Militar faça um trabalho mais ostensivo. A população e o comĂ©rcio estĂŁo cansados.”
O vereador Moacir Júnior, por sua vez, reforçou a necessidade de combater os receptadores de materiais furtados, argumentando que o mercado ilegal é o que alimenta a criminalidade. “Se não tiver quem compre, não vai ter quem venda. Se a gente conseguir apertar o cerco nesses lugares que compram fios, isso inibe. Hoje, não é só o centro: bairros, comércios pequenos e até órgãos públicos sofrem.”
O vereador Aiache afirmou que a situação no centro de Rio Branco está insustentável e cobrou polĂticas pĂşblicas para tratar nĂŁo apenas da repressĂŁo, mas tambĂ©m de questões como dependĂŞncia quĂmica.
“Vamos internar onde? Se não começar a investir em centro terapêutico… Tem o problema da doença? Tem. Mas tem que ter tratamento. Foi preso furtando? Analisa. É doente? Vai se tratar. Não vai voltar pra rua.”
Ele também criticou o impacto financeiro sobre quem empreende e citou casos de furtos até no SAMU. “O empresário já paga uma carga tributária enorme e ainda tem que comprar fio toda semana. O SAMU tinha fio roubado toda semana. Isso acontece rotineiramente.”

