Zelensky anuncia novo encontro com Trump

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O presidente da Ucrânia, Volodymyr Zelensky, afirmou nesta sexta-feira (26) que deve se reunir em breve com o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, para tratar do encerramento da guerra contra a Rússia, que já se aproxima de quatro anos. O anúncio ocorre após uma nova rodada de negociações entre Washington e Kiev resultar em um plano atualizado de 20 pontos para um possível cessar-fogo.

“Concordamos com uma reunião do mais alto nível com o presidente Trump, em um futuro próximo. Muita coisa pode ser decidida antes do Ano Novo. A Ucrânia não vai desperdiçar nenhum dia”, declarou Zelensky em publicação nas redes sociais. Segundo ele, o diálogo direto pode acelerar decisões estratégicas para o fim do conflito.

As declarações vieram após uma reunião, na quinta-feira (25), entre Zelensky, o emissário americano Steve Witkoff e Jared Kushner, genro de Trump, que discutiram os caminhos diplomáticos para encerrar a guerra. Na quarta-feira (24), o presidente ucraniano já havia revelado detalhes da nova versão do plano americano, negociado há semanas entre os dois países.

O texto atualizado retirou duas exigências centrais defendidas pela Rússia: a obrigação de a Ucrânia renunciar oficialmente à entrada na Organização do Tratado do Atlântico Norte (OTAN) e a imposição imediata de concessões territoriais. O plano prevê o congelamento da linha de frente do conflito, mas deixa em aberto o destino das áreas ocupadas por tropas russas.

Até o momento, o Kremlin não apresentou resposta oficial ao novo plano. O porta-voz Dmitri Peskov afirmou apenas que Moscou ainda “formula sua posição”, enquanto a porta-voz do Ministério das Relações Exteriores da Rússia, Maria Zakharova, avaliou que os avanços diplomáticos são “lentos, mas constantes”. Ainda assim, autoridades russas indicam que o Donbass permanece como ponto inegociável.

Segundo o jornal russo Kommersant, o presidente Vladimir Putin teria admitido a empresários do país a possibilidade de trocar alguns territórios ocupados na Ucrânia, com exceção do Donbass, no leste do país. De acordo com a publicação, Putin reafirmou que a região é considerada estratégica e irrenunciável. “O Donbass é nosso”, teria dito o líder russo.

Apesar das tratativas diplomáticas, os confrontos continuam. Na manhã desta sexta-feira, drones russos atingiram três navios nas regiões de Odessa e Mykolaiv, no sul da Ucrânia, segundo informou o vice-primeiro-ministro ucraniano Oleksiy Kuleba. As embarcações navegavam sob bandeiras da Eslováquia, Palau e Libéria. Não houve vítimas, mas os ataques provocaram cortes de energia e danos a armazéns civis. Também foi registrado um ataque contra uma estação ferroviária em Kovel, no noroeste do país.

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