Nesta quinta-feira (8), o Brasil relembra três anos dos ataques antidemocráticos de 8 de janeiro de 2023, quando as sedes dos Três Poderes, em Brasília, foram invadidas e depredadas por manifestantes inconformados com o resultado das eleições presidenciais de 2022. Naquele domingo, grupos romperam bloqueios de segurança e promoveram atos de vandalismo no Palácio do Planalto, no Congresso Nacional e no Supremo Tribunal Federal (STF), causando danos a obras de arte, mobiliário histórico e à própria estrutura dos prédios públicos.
O episódio marcou um dos momentos mais graves da história recente da democracia brasileira e provocou uma resposta imediata das instituições. Centenas de pessoas foram presas em flagrante, investigações foram instauradas e processos judiciais seguem em andamento para apurar responsabilidades não apenas dos executores, mas também de possíveis articuladores e financiadores dos atos.
As sedes dos poderem foram invadidas e depredadas/Foto: Reprodução
No Acre, os reflexos do 8 de janeiro também foram sentidos. Em Rio Branco, a mobilização em frente ao 4º Batalhão de Infantaria de Selva (4º BIS) ganhou destaque após a desmobilização do acampamento montado por apoiadores do movimento. A ação resultou na detenção de pessoas conhecidas no estado, entre elas o subtenente da reserva Amilcar Melo de Araújo, conhecido por sua semelhança física com o ex-presidente Jair Bolsonaro. Ele permaneceu preso por vários meses até obter o direito de responder ao processo em liberdade.
Outros acreanos também figuraram entre os investigados e detidos, como Moema Anute de Lima Carioca, Edson Fernandes Souza da Silva e Ivanete Vitalli, apontados por suspeita de incitação e apoio aos atos que questionavam o resultado eleitoral e defendiam intervenções institucionais.
Já em Brasília, a participação direta de uma acreana nos ataques ficou simbolizada pelo caso de Michela Batista Lacerda. Ex-candidata a deputada federal pelo Acre, ela foi presa no Distrito Federal após os atos e teve o nome incluído nas listas oficiais divulgadas pelas autoridades. Desde então, sua situação jurídica, assim como a de outros investigados do estado, permanece sob acompanhamento do STF.

Michela foi candidata à deputada federal em 2018/Foto: Redes sociais
Atualmente, a maioria dos acreanos envolvidos cumpre medidas cautelares determinadas pela Justiça, como o uso de tornozeleira eletrônica, restrições de deslocamento e proibição de participação em manifestações, enquanto aguardam o julgamento definitivo de seus processos ou o cumprimento das penas aplicadas.



