Acre registra apenas dois focos de incĂȘndio em janeiro e alcança menor Ă­ndice dos Ășltimos seis anos

Dados do Inpe mostram queda de 94% em relação a 2025.

Por Anne Nascimento, ContilNet 31/01/2026 Atualizado: hĂĄ 2 meses

O Acre registrou apenas dois focos de incĂȘndio entre os dias 1Âș e 29 de janeiro de 2026, segundo dados oficiais do Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (Inpe). As ocorrĂȘncias foram identificadas nos dias 2 e 14 de janeiro e representam uma redução de 94% em comparação com o mesmo perĂ­odo de 2025, quando o estado somou 35 focos.

O nĂșmero Ă© o mais baixo dos Ășltimos seis anos para o mĂȘs de janeiro, e rompe uma sequĂȘncia de registros mais elevados observada desde 2020. Naquele ano, o Acre contabilizou 16 focos no perĂ­odo analisado. Em 2021, foram cinco registros; em 2022, o nĂșmero subiu para 24; enquanto 2023 e 2024 fecharam janeiro com oito focos cada.

Acre registra apenas dois focos de incĂȘndio em janeiro e alcança menor Ă­ndice dos Ășltimos seis anos

Atuação coordenada do Gabinete de Crise e do Grupo Operacional de Comando e Controle (Gocc) foi determinante para antecipar riscos, monitorar ĂĄreas sensĂ­veis e garantir respostas rĂĄpidas Ă s ocorrĂȘncias. Foto: UĂȘslei AraĂșjo/Sema

A diferença em relação a 2025 chama atenção. No ano passado, o estado apresentou o maior nĂșmero da sĂ©rie recente, com 35 focos de incĂȘndio apenas nos primeiros 29 dias de janeiro, quase 18 vezes mais do que o registrado neste inĂ­cio de 2026.

Queda expressiva em 2025

A redução registrada neste início de ano reitera um cenårio positivo jå observado ao longo de 2025, quando o Acre encerrou o ano com um dos melhores desempenhos de sua história no enfrentamento às queimadas ilegais. Dados do Inpe, validados pelo Centro Integrado de Geoprocessamento e Monitoramento Ambiental (Cigma) da Secretaria de Estado do Meio Ambiente (Sema), apontam uma redução de 75% nos focos de calor em comparação com 2024.

Ao longo de 2025, foram registrados 2.184 focos de calor, o menor quantitativo desde o início da série histórica, em 2001. A queda expressiva é atribuída a uma estratégia integrada de prevenção, monitoramento e fiscalização, que envolveu o uso de tecnologia, planejamento antecipado e atuação conjunta de diferentes órgãos.

A ação coordenada do Gabinete de Crise e do Grupo Operacional de Comando e Controle (Gocc) foi determinante para identificar ĂĄreas sensĂ­veis, antecipar riscos e garantir respostas rĂĄpidas Ă s ocorrĂȘncias.

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