“Cheguei de mansinho”: Luísa Sonza admite receio ao gravar com lendas da música

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O encontro entre o pop contemporâneo e a tradição da música brasileira resultou em uma “aula de vida” para Luísa Sonza. No evento de lançamento do álbum “Bossa Sempre Nova”, onde a artista canta com gigantes como Roberto Menescal e Toquinho, o repórter Eduardo Reis, do portal LeoDias, acompanhou as revelações da artista sobre a colaboração histórica.

Luísa abriu o jogo e confessou que, inicialmente, sentiu-se intimidada pela grandiosidade técnica dos parceiros. A cantora não escondeu que o medo de não estar à altura dos mestres da Bossa Nova passou pela sua cabeça. A preocupação era que o tecnicismo pudesse criar uma barreira entre eles.

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Luísa Sonza na coletiva do álbum “Bossa Sempre Nova”Crédito: Portal LeoDias
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Roberto Menescal e ToquinhoCrédito: Reprodução Globo
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Luísa Sonza lançou o álbum “Bossa Sempre Nova”Crédito: Reprodução TikTok @luisasonza

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“Eu estava muito preocupada como ia ser trabalhar com esses caras, porque eles são experts, entendeu?! Eu cheguei muito de mansinho: ‘Vamos ver como é que eles são’. Porque às vezes, gente como eles, que tem muita técnica e muita história, pode ficar muito só na técnica”, desabafou.

Por outro lado, a apreensão logo deu lugar ao alívio e a artista descobriu que, apesar das décadas que separam suas carreiras, a linguagem utilizada no estúdio era a mesma: a emoção. “Eu sempre vi a música como sentimentos. E quando eu vi o Menescal falando a mesma língua que eu na música, na interpretação… Aí eu falei: ‘Agora eu tô em casa’”, celebrou.

Segurança artística

A experiência ao lado de Menescal e Toquinho serviu também para reforçar a identidade artística de Luísa Sonza. Ela destacou que o projeto lhe trouxe uma nova segurança profissional e fez uma declaração sobre como enxerga seu papel na arte, priorizando a mensagem da canção acima da vaidade vocal. “Não deixar o ego do artista ou do cantor falar mais alto. Eu não gosto de ser chamada de cantora, eu me sinto muito uma intérprete e eu gosto de respeitar, seja a música que for, a interpretação. E eu vi muito isso neles”, concluiu.