O prefeito do Rio de Janeiro, Eduardo Paes (PSD), informou nesta segunda-feira (19) que deixará o comando da Prefeitura no próximo dia 20 de março. O anúncio foi feito durante uma reunião fechada com integrantes do alto escalão municipal, realizada no centro de convenções ExpoRio, na região da Cidade Nova.
A decisão representa o primeiro gesto formal de Paes dentro da administração sobre sua saída para concorrer ao governo do estado. Dois dias antes, em compromisso no interior fluminense, ele já havia admitido publicamente que estava em fase de pré-campanha, sinalizando que a mudança de cargo era apenas uma questão de tempo.
Com a desincompatibilização, o vice-prefeito Eduardo Cavalieri assume a chefia do Executivo municipal. Aliado histórico de Paes, Cavalieri já comandou pastas estratégicas, como Meio Ambiente e Casa Civil, além de ter exercido mandato de deputado estadual até o ano passado.
Nos bastidores nacionais, Paes também se reposicionou politicamente. Na semana anterior, esteve em Brasília para reafirmar apoio à reeleição do presidente Lula (PT), encerrando um período de indefinição em que chegou a flertar com setores do PL. Interlocutores do Planalto indicam que ele também prometeu engajamento na candidatura de Benedita da Silva ao Senado.
No tabuleiro eleitoral do Rio de Janeiro, a saída de Paes da prefeitura tende a alterar o equilíbrio de forças. Atualmente, ele aparece praticamente sem adversários consolidados. A direita ainda busca um nome competitivo desde que Rodrigo Bacellar (União Brasil) perdeu protagonismo após romper com o governador Cláudio Castro (PL) e se tornar alvo de investigação da Polícia Federal. A expectativa é de que os partidos definam um candidato nas próximas semanas.
