Os Estados Unidos realizaram nesta semana a primeira venda de petróleo venezuelano desde a ofensiva que resultou na queda e captura de Nicolás Maduro, no início deste mês. A operação foi avaliada em cerca de US$ 500 milhões, aproximadamente R$ 2,6 bilhões na cotação atual, segundo um integrante do governo norte-americano.
De acordo com informações divulgadas, novas vendas devem ocorrer nas próximas semanas, à medida que o governo dos EUA trabalha na definição de um modelo para exploração e comercialização do petróleo venezuelano.
Estratégia do governo Trump
Desde a ofensiva contra o governo da Venezuela, o presidente Donald Trump tem declarado publicamente que pretende capitalizar as vastas reservas de petróleo do país, consideradas uma das maiores do mundo. Na última sexta-feira (9), o republicano afirmou que o setor de energia poderia investir ao menos US$ 100 bilhões para recuperar a infraestrutura petrolífera venezuelana.
A estimativa, no entanto, foi recebida com cautela tanto dentro do próprio governo norte-americano quanto por executivos do setor, já que não foram apresentados dados técnicos ou financeiros que sustentem o valor citado.
Petróleo com desconto no mercado
Segundo informações da Reuters, o petróleo bruto venezuelano está sendo oferecido a preços inferiores aos praticados por outros exportadores, como o Canadá. A estratégia busca atrair compradores em meio às incertezas políticas e à necessidade de escoar a produção.
Fontes do mercado apontam que o desconto reflete o risco associado ao país, além das dificuldades logísticas e legais envolvidas na comercialização do petróleo venezuelano.
Casa Branca evita detalhes
Até a quarta-feira (14), os termos exatos da primeira venda não haviam sido divulgados oficialmente. Em nota, a porta-voz da Casa Branca, Taylor Rogers, afirmou que a equipe do presidente está intermediando conversas com empresas do setor energético interessadas em investir na recuperação da infraestrutura petrolífera da Venezuela.
Segundo o comunicado, o governo dos Estados Unidos avalia alternativas para viabilizar operações consideradas estratégicas, mesmo diante da resistência do mercado.
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