As autoridades do Irã decidiram adiar a execução de um manifestante de 26 anos após uma forte mobilização internacional contra a pena de morte. A informação foi divulgada nesta quarta (14), por uma organização não governamental de defesa dos direitos humanos, que acompanha o caso.
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O jovem havia sido preso em sua residência, na região de Fardis, próxima à cidade de Karaj, no início de janeiro, por suposta participação nos protestos contra o governo iraniano. De acordo com a ONG, o processo judicial ocorreu de forma acelerada e sem transparência, sem que o manifestante tivesse acesso adequado a um advogado de defesa ou às garantias legais previstas em julgamentos regulares.
A execução estava prevista para ocorrer poucos dias após a prisão, o que gerou preocupação entre familiares e ativistas. Segundo relatos, mesmo diante de restrições à comunicação e à internet no país, a ONG conseguiu contato com parentes do jovem, que foram informados de que a pena não seria cumprida na data inicialmente marcada.
O caso ganhou repercussão internacional e passou a ser citado como exemplo do uso da pena de morte como instrumento de repressão política, especialmente no contexto das manifestações populares que se intensificaram nos últimos meses no Irã.
Organizações de direitos humanos afirmam que a suspensão da execução representa um alívio temporário, mas reforçam que o jovem continua sob risco. O episódio ocorre em meio a um cenário de tensões políticas, com milhares de prisões, denúncias de julgamentos sumários e críticas crescentes à condução do sistema judicial iraniano.
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