“Ocupa mais espaço”: vereador diz que obesos são gordos “porque querem” e gera polêmica na Câmara

Declaração ocorreu durante debate sobre projeto que amplia assentos prioritários no transporte coletivo e inclui pessoas com obesidade

Por Redação ContilNet 24/01/2026

A discussão de um projeto que amplia os assentos prioritários no transporte coletivo provocou forte repercussão durante sessão na Câmara de Vereadores, após declarações polêmicas feitas pelo vereador Rodrigo Livramento. O parlamentar votou contra a proposta e afirmou que pessoas obesas seriam gordas “porque querem”, além de argumentar que assentos maiores “ocupam mais espaço” dentro dos ônibus.

“Ocupa mais espaço”: vereador diz que obesos são gordos “porque querem” e gera polêmica na Câmara

Declaração ocorreu durante debate sobre projeto que amplia assentos prioritários no transporte coletivo e inclui pessoas com obesidade/Foto: Reprodução

O Projeto de Lei 385/2025 amplia o grupo de passageiros com direito à prioridade no transporte público, incluindo pessoas com obesidade. A matéria foi aprovada em primeira discussão com seis votos favoráveis e um contrário — justamente o de Livramento.

Durante o debate, o vereador afirmou ser contra a reserva de assentos específicos para pessoas obesas, alegando que a medida poderia prejudicar o funcionamento do transporte coletivo, especialmente em horários de pico. Segundo ele, a ampliação dos assentos reduziria a capacidade de passageiros. “Sou contra a garantia de assento para obesos no transporte coletivo. Isso toma espaço de outras pessoas quando o ônibus já está lotado”, declarou.

A fala gerou reação imediata no plenário. O presidente da Câmara, Luís Fernando Almeida, ironizou o posicionamento do colega ao afirmar que ele só votava contra “porque é magrinho”.

Um dos autores do projeto, o vereador Jonathan Reinke, rebateu as declarações e defendeu que a obesidade não pode ser tratada como uma escolha individual. Ele destacou que se trata de uma condição de saúde reconhecida pela legislação federal e que exige atenção e políticas públicas adequadas.

Mesmo diante das críticas, Livramento manteve sua posição. Em entrevista ao ND Mais, afirmou que o debate foi distorcido e que houve tentativa de equiparar a obesidade à condição de idosos e pessoas com deficiência, o que considera inadequado. O vereador também declarou que, embora reconhecida como condição clínica, a obesidade seria, em muitos casos, reversível e relacionada à autonomia individual.

O parlamentar argumentou ainda que já existe legislação federal que trata do atendimento preferencial, o que, em sua avaliação, tornaria desnecessária uma norma municipal. Para ele, a ampliação das categorias prioritárias pode aumentar os custos do sistema e, futuramente, impactar o valor da tarifa.

Assinado pelos vereadores Luís Fernando Almeida, Jonathan Reinke e Fernando Alflen, o projeto segue para as próximas etapas de tramitação no Legislativo municipal.

Com informações Jornal Razão

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