Putin se oferece para intermediar crise no Irã em meio a repressão a protestos

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O presidente da Rússia, Vladimir Putin, manteve uma conversa telefônica nesta sexta-feira (16) com o presidente do Irã, Massoud Pezeshkian, em um momento de forte instabilidade interna no país persa, marcado por protestos e denúncias de repressão violenta. Segundo o Kremlin, o líder russo manifestou disposição para atuar como interlocutor em busca de uma saída diplomática.

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De acordo com o porta-voz do governo russo, Dmitri Peskov, Moscou pretende seguir empenhada em iniciativas que contribuam para conter o agravamento do cenário no Oriente Médio. Ainda nesta sexta, Putin também falou com o primeiro-ministro de Israel, Benjamin Netanyahu, ampliando as articulações diplomáticas em meio à crise regional.

As manifestações no Irã tiveram início como protestos contra a deterioração da economia, mas rapidamente ganharam proporções maiores, sendo apontadas como o maior desafio ao regime desde a Revolução Islâmica de 1979. Organizações de direitos humanos relatam milhares de mortes durante a repressão aos atos.

Diante das denúncias, o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, chegou a sinalizar a possibilidade de uma resposta militar contra o Irã. Na quinta-feira (15), no entanto, o republicano adotou um tom mais cauteloso, afirmando ter recebido informações de que o número de mortes estaria em queda e que não haveria, neste momento, planos para execuções em massa.

Apesar disso, o discurso americano seguiu dividido. Em reunião do Conselho de Segurança da ONU, o embaixador dos EUA, Mike Waltz, declarou que Trump mantém todas as alternativas disponíveis para interromper a violência, ressaltando que o presidente “não hesita em agir”.

Paralelamente às declarações, Washington anunciou novas sanções contra autoridades iranianas. As medidas atingem integrantes do alto escalão do regime, incluindo membros do Conselho Supremo de Segurança Nacional e comandantes da Guarda Revolucionária Islâmica, além de uma unidade prisional e pessoas ligadas a esquemas financeiros clandestinos.

Enquanto isso, o governo iraniano mantém restrições severas à comunicação no país, com bloqueios de internet em diversas regiões, o que dificulta a circulação de informações sobre a situação interna.

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