O Relógio do Juízo Final, conhecido como ‘Doomsday Clock’, atualizou nesta terça-feira (27) para o ano de 2026 faltando 85 segundos para meia-noite. Ele mede o quanto próximo o mundo está de uma guerra que envolva armas nucleares e a tensão mundial.
A decisão foi tomada pelos cientistas Daniel Holtz, Steve Fetter, Inez Fung, Asha M. George, John B. Wolfstal, Alexandra Bell e Maria Ressa.
Parte da piora está relacionada às tensões envolvendo os Estados Unidos, comandado por Donald Trump. O país se envolveu em confrontos, como entre Irã e Israel, além de ameaças de controle da Groenlândia.
Além disso, o uso cada vez maior da IA para desinformação, além da falta de acordo sobre armas de nucleares, como dos EUA e da Rússia, estão entre os fatores que contribuíram.
Em 2025, ficou em 89 segundos para meia-noite, o mais próximo do limite. Ele é atualizado todos os anos há quase 80 anos.
O que é o relógio do juízo final?
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Relógio do juízo final atualizado em 2025. — Foto: Bulletin of Atomic Scientists/Divulgação
A ideia da sua criação, em 1947, pelo Bulletin of Atomic Scientists, sempre foi de levantar debates sobre temas da ciência, além de trazer discussões sobre a necessidade da busca pela paz. Por isso, não mede, necessariamente, ameaças diretas, mas envolve todas elas para o cálculo.
A sua projeção foi realizada por cientistas que estiveram no Projeto Manhattan, que desenvolveu a bomba atômica no período da Segunda Guerra Mundial.
Inicialmente, a medição se focava em possíveis confrontos envolvendo artefatos nucleares. Porém, a partir de 2007, a conta ficou mais abrangente, colocando, por exemplo, as mudanças climáticas como parte do estudo.
A sua definição ocorre todos os anos por um grupo de cientistas do Conselho de Ciência e Segurança do Bulletin. Entre os que fazem parte dessa equipe estão mais de 10 ganhadores do Nobel em diferentes áreas.
Presidente e CEO do Bulletin, Rachel Bronson, explica que, caso o relógio chegue em meia-noite ‘significa que ocorreu algum tipo de troca nuclear ou mudança climática catastrófica que acabou com a humanidade’.
‘Portanto, não queremos chegar lá e não saberemos quando chegaremos’.

