Uma reportagem do “Fantástico”, da Globo, exibida neste domingo (25/1), revelou os bastidores da investigação que levou à prisão de três técnicos de enfermagem suspeitos de homicídio em um hospital de Taguatinga, no Distrito Federal. Segundo o delegado responsável pelo caso, o principal suspeito alegou que cometeu os atos porque o hospital estava movimentado. Em outro momento, afirmou que queria “aliviar a dor” das vítimas.
O técnico de enfermagem Marcos Vinícius Silva Barbosa, de 22 anos, é o principal suspeito de matar três pacientes em um hospital de Taguatinga, no Distrito Federal. Segundo a polícia, ele teria contado com a ajuda de outras duas técnicas, Marcela Camilly Alves da Silva, de 22 anos, e Amanda Rodrigues de Sousa, de 28 anos, para aplicar uma substância controlada e também desinfetante nas vítimas.
Veja as fotos
Leia Também
Funcionária furta bilhete premiado da Mega-Sena, polícia intervém e ela confessa mais outro crime
Jovem sem filhos é preso injustamente por não pagar pensão alimentícia no DF
Técnico mata 3 pacientes com injeções de desinfetante; mais 2 suspeitos são presos
De acordo com o delegado Wislley Salomão, durante o depoimento Marcos não demonstrou nenhum arrependimento: “No depoimento, ele foi uma pessoa que não demonstrou emoção. Ele alegou que teria praticado os crimes porque o hospital estava muito movimentado. Como essa justificativa não é plausível, ele deu uma segunda justificativa, falando que estaria aliviando a dor dos pacientes”.
A justificativa, de acordo com a polícia, não é compreendida como motivação para o crime: “Isso também não é uma motivação. Então nós precisamos aprofundar para saber o real motivo que fez com que ele e essas duas técnicas cometessem esse crime”, afirmou o delegado ao “Fantástico”.
Segundo a investigação, que incluiu reconstituição pericial dos crimes, Marcos aplicou cloreto de potássio e desinfetante nas vítimas em diferentes doses, em episódios que também envolveram tentativas de socorro. Em alguns casos, as famílias acompanhavam os procedimentos e acreditavam que os profissionais estavam tentando salvar a vida de seus parentes.
As outras duas técnicas teriam assistido às aplicações sem se manifestar, participando dos procedimentos de ressuscitação: “As duas presenciam o técnico injetando tanto a medicação quanto o produto diretamente na veia dos pacientes e não fizeram nada para impedir aquele resultado”, declarou o delegado.
Em nota, a defesa de Marcela declarou que a técnica lamenta profundamente o ocorrido e que confia que a verdade sobre o caso será restabelecida ao longo do processo. Já a advogada de Amanda informou que ela manteve um relacionamento com Marcos, e que teria sido “manipulada” por ele.
A defesa de Marcos Vinícius optou por não se pronunciar sobre as acusações até que o inquérito, que tramita sob sigilo, seja concluído.





