“Tinha 30% de vida”, diz tia sobre negligĂȘncia contra bebĂȘ internada em Rio Branco

Apesar da gravidade, a criança estå recebendo tratamento em Rio Branco e jå apresenta sinais de evolução positiva

Por Redação ContilNet 05/01/2026 Atualizado: hå 3 meses

O que deveria ser uma celebração de final de ano tornou-se uma luta pela sobrevivĂȘncia para uma bebĂȘ de Xapuri. Internada em estado grave no Hospital da Criança, na capital acreana, a menina de 7 meses foi resgatada pela famĂ­lia paterna com sinais severos de desnutrição, lesĂ”es e um diagnĂłstico de Enterocolite Necrosante.

SAIBA MAIS: BebĂȘ de 7 meses Ă© internada em estado grave apĂłs denĂșncia de maus-tratos e negligĂȘncia

IMG 7944

BebĂȘ segue internada/Foto: Reprodução

Em entrevista ao g1, a tia da criança, Jaqueline Pereira, expÎs um histórico de omissÔes e tentativas frustradas da família de proteger a sobrinha e seus dois irmãos através do Conselho Tutelar.

“Minha mĂŁe viu os ferimentos e a levou no hospital. De lĂĄ, levaram ela para Rio Branco. Meu irmĂŁo perguntava pela menina, mas ela dizia que estava bem e ele vive na zona rural trabalhando. Ela nĂŁo deixava a gente ver a menina, sempre inventava uma desculpa. Nem as vacinas da menina ela deu, nĂŁo levava ao mĂ©dico”, afirmou.

Sobre a chegada ao hospital e o risco de morte iminente, Jaqueline detalhou a fragilidade da bebĂȘ:

“Ela chegou em estado grave, tinha apenas 30% de vida. Estava muito inchada, nĂŁo achavam a veia dela e iniciaram a medicação via oral. Ela nĂŁo fez questĂŁo de ir com a filha para a capital”, acrescentou.

A tia também relembrou episódios anteriores de supostos maus-tratos, incluindo um acidente com queimadura que jå havia sido reportado às autoridades:

“Sempre que ela deixava a menina com a gente, a levamos no hospital porque estava doente. A gente chamava o conselho, que ia atĂ© lĂĄ. Uma vez, a vizinha contou que a menina tinha sido queimada com cafĂ© quente. Fomos lĂĄ, mas ela perguntou se a gente queria tirar a menina dela. Tiramos fotos e fomos no conselho, que foi lĂĄ e levou ela e bebĂȘ para o hospital.”

Por fim, Jaqueline desabafou sobre a dificuldade de contato e a sensação de impotĂȘncia diante da falta de providĂȘncias: “SĂł ligava para minha mĂŁe quando precisava para deixar a menina, mas ela estava sempre muito doentinha e a levĂĄvamos para o hospital. O conselho falou que nĂŁo podĂ­amos fazer nada.”

Entenda o quadro de saĂșde

A bebĂȘ enfrenta uma Enterocolite Necrosante, uma condição inflamatĂłria grave onde partes do tecido intestinal sofrem necrose. AlĂ©m disso, o quadro foi agravado por falta de proteĂ­nas e hipoglicemia.

Apesar da gravidade, a criança estå recebendo tratamento em Rio Branco e jå apresenta sinais de evolução positiva.

Com informaçÔes do G1

Bloqueador de anuncios detectado

Por favor, considere apoiar nosso trabalho desativando a extensĂŁo de AdBlock em seu navegador ao acessar nosso site. Isso nos ajuda a continuar oferecendo conteĂșdo de qualidade gratuitamente.