Trump convida Lula para integrar ‘Conselho da Paz’ e proposta gera alerta internacional

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O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, enviou convites a lideranças de aproximadamente 60 países para a formação de um novo organismo internacional batizado de “Conselho da Paz”. Entre os convidados está o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), que ainda avalia se o Brasil irá aderir à iniciativa.

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O grupo foi concebido por Trump com o objetivo declarado de atuar na manutenção da paz e na reconstrução da Faixa de Gaza, mas o estatuto prevê que o conselho também possa intervir em outros conflitos internacionais no futuro.

Segundo uma cópia do documento obtida pela agência Reuters, Trump ocupará a presidência do conselho por tempo indeterminado. Além disso, países interessados em obter um assento permanente precisarão desembolsar US$ 1 bilhão, valor que será administrado diretamente pelo próprio presidente americano.

Até o momento, Argentina, Hungria e Marrocos já aceitaram o convite. O governo brasileiro, por sua vez, ainda estuda os termos da proposta antes de tomar uma decisão oficial.

Mais sobre o Conselho

A criação do conselho provocou reações negativas na comunidade diplomática, especialmente na Europa. Segundo a Reuters, autoridades temem que a nova estrutura fragilize o papel da Organização das Nações Unidas e crie uma instância paralela de poder internacional.

“É uma espécie de ‘Nações Unidas de Trump’ que ignora princípios básicos da Carta da ONU”, afirmou um diplomata sob condição de anonimato.

Um alto funcionário das Nações Unidas evitou comentar diretamente o plano, mas ressaltou que a ONU é a única instituição com legitimidade moral e jurídica para reunir todos os países em igualdade de condições.

A presidente da Assembleia Geral da ONU, Annalena Baerbock, também expressou preocupação. “Se começarmos a questionar isso, voltamos a tempos muito, muito sombrios”, disse em entrevista à Sky News.

Crítico frequente de organismos multilaterais, Trump costuma apontar a ONU e outras instituições internacionais como ineficientes, caras e pouco alinhadas aos interesses dos Estados Unidos, argumento que agora reaparece no desenho do novo conselho.

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