Na última quarta-feira (21/1), o Ministério da Saúde explicou o motivo da vacina contra a herpes-zóster, também conhecida como cobreiro, não estar disponível para a população pelo Sistema Único de Saúde (SUS). Segundo o órgão, a proposta analisada não foi aprovada, pois o valor apresentado pela fabricante era elevado e a oferta de doses limitada.
O governo garantiu que continuará mobilizado para incluir o imunizante de forma gratuita. Foram ofertadas 1,5 milhão de doses por ano para pessoas com mais de 80 anos, quantidade insuficiente para o grupo, tornando-se ainda mais irrisória ao considerar que a vacina é indicada para pessoas acima dos 50 anos, ou seja, mais de 60 milhões de brasileiros. Para adquirir o medicamento para toda esta faixa etária, o custo estimado seria de aproximadamente R$ 50 bilhões, cerca de dez vezes o investimento anual do governo federal no programa Farmácia Popular.
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A solicitação de incorporação da vacina contra a herpes-zóster foi realizada pelo próprio Ministério da Saúde à Comissão Nacional de Incorporação de Tecnologias no SUS (Conitec), responsável por analisar os pedidos com base em critérios técnicos como segurança, eficácia, disponibilidade de doses e custo-benefício para a população brasileira.
Desde o ano passado, 2025, com a gestão atual do governo, foram incorporados dois imunizantes de alto custo: as vacinas contra a bronquiolite e contra a meningite ACWY.
O ministro Alexandre Padilha declarou: “Quando se trata da incorporação de uma vacina ao SUS, estamos falando de uma política pública voltada a dezenas de milhões de pessoas. O Ministério da Saúde tem interesse em incorporar a vacina contra a herpes-zóster e seguirá negociando com os produtores para garantir uma proposta sustentável, com oferta em quantidade suficiente e a um custo justo para o SUS e a população”.
O herpes-zóster, também conhecida como cobreiro, é uma infecção causada pelo vírus varicela-zóster (VVZ), o mesmo da catapora. Após a infecção inicial, o vírus permanece em estado de latência no corpo e pode ser reativado ao longo dos anos, principalmente na idade adulta ou em pessoas com comprometimento do sistema imunológico, como portadores de doenças crônicas, câncer, HIV/Aids, transplantados, entre outros.





