Com o retorno Ă s aulas, Ă© comum que pais e responsáveis percebam um aumento nos quadros de gripes, resfriados e infecções gastrointestinais entre crianças. O fenĂ´meno Ă© esperado e tem explicação mĂ©dica. Segundo o mĂ©dico e docente da Afya Cruzeiro do Sul, Caio Rodrigues, a combinação entre maior contato social, mudanças no clima e a imaturidade do sistema imunolĂłgico infantil favorece o adoecimento nesse perĂodo.

ConvĂvio social intenso, mudanças climáticas e sistema imunolĂłgico em desenvolvimento explicam o aumento de gripes, resfriados e infecções/Foto: Reprodução
“O ambiente escolar amplia o contato entre crianças e, com isso, a circulação de vĂrus e bactĂ©rias se torna mais intensa, principalmente entre os mais novos, que ainda estĂŁo desenvolvendo suas defesas naturais”, explica o especialista.
AlĂ©m do convĂvio social, as transições climáticas comuns no inĂcio do ano tambĂ©m contribuem para o surgimento ou agravamento de doenças respiratĂłrias. “Mudanças de estação podem provocar infecções ou exacerbar quadros já existentes, como a asma”, alerta Caio Rodrigues.
Alimentação, sono e rotina fazem diferença
Para reduzir a frequĂŞncia de adoecimentos, o mĂ©dico destaca que o fortalecimento da imunidade passa por hábitos simples, mas essenciais no dia a dia das crianças. Alimentação equilibrada, hidratação adequada, sono de qualidade e prática de atividades fĂsicas sĂŁo pilares fundamentais.
“Vitaminas como A, C e D, alĂ©m de minerais como ferro e zinco, tĂŞm papel direto no funcionamento do sistema imunolĂłgico. Uma alimentação balanceada impacta nĂŁo apenas na prevenção de doenças, mas tambĂ©m no desenvolvimento fĂsico e neurolĂłgico da criança”, afirma.
O sono também exerce papel decisivo. Crianças em idade escolar precisam dormir entre 9 e 11 horas por noite, mais do que os adultos. “Ter horário para acordar é importante, mas definir o horário de dormir é igualmente essencial para a imunidade”, reforça o médico.
Higiene e atenção aos sinais de alerta
No ambiente escolar, hábitos de higiene são aliados importantes para reduzir a transmissão de doenças. Lavar as mãos com frequência, evitar tocar o rosto e cobrir a boca ao tossir ou espirrar são medidas simples e eficazes.
Embora gripes e resfriados sejam comuns, alguns sinais indicam a necessidade de avaliação médica. “Dificuldade respiratória, febre alta persistente, sintomas que não melhoram após sete dias ou sinais de desidratação exigem atenção imediata”, orienta Caio Rodrigues.
Para um retorno às aulas mais saudável, o médico recomenda que pais e responsáveis mantenham uma rotina organizada, incentivem hábitos saudáveis e fiquem atentos aos sinais do corpo da criança. “A prevenção começa em casa e se reflete no ambiente escolar”, conclui.
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