À espera de ministro de Lula, servidores da Ufac ocupam reitoria e ameaçam greve

Os servidores afirmam que pretendem cobrar um posicionamento do ministro sobre o futuro da universidade e a valorização dos trabalhadores

A mobilização é organizada pelos técnicos-administrativos, que já aprovaram greve por tempo indeterminado.
A mobilização é organizada pelos técnicos-administrativos, que já aprovaram greve por tempo indeterminado | Foto: ContilNet

Servidores técnico-administrativos da Universidade Federal do Acre ocuparam o hall da reitoria, nesta quarta-feira (25), em protesto por valorização da categoria e cumprimento de acordos firmados com o governo federal. O ato ocorre enquanto o ministro da Educação do governo Luiz Inácio Lula da Silva, Camilo Santana, cumpre agenda no Acre.

A mobilização é organizada pelos técnicos-administrativos, que já aprovaram greve por tempo indeterminado. Segundo Dema Araújo, representante do movimento, a paralisação foi decidida em assembleia da categoria realizada no dia 23.

“É bom lembrar que essa greve não foi nós que decidimos, foi a categoria que decidiu no voto do dia 23, agora, que decidiu pela greve por tempo indeterminado. A gente já encaminhou para a reitoria o ofício e está aguardando o cumprimento formal das 48 horas para homologar a greve”, afirmou.

Dema destacou que o movimento na Ufac faz parte de uma mobilização nacional | Foto: ContilNet

De acordo com ele, neste momento o movimento é exclusivo dos técnicos-administrativos. “O apoio da ADUFAC é até que a gente tenha o sentido do movimento, mas a ADUFAC não fez assembleia ainda para decidir se os professores vão entrar em greve ou não”, explicou.

Dema destacou que o movimento na Ufac faz parte de uma mobilização nacional. “Essa greve que a gente está encampando são as universidades federais. Hoje a gente está, no mínimo, com 35 universidades já com greve decretada. Nós estamos também com greve decretada, esperando apenas a homologação”, disse.

Cobrança ao ministro

Os servidores afirmam que pretendem cobrar um posicionamento do ministro sobre o futuro da universidade e a valorização dos trabalhadores.

“O principal debate é que ele se posicione, que diga o que ele pensa. A universidade é grande, a comunidade realmente precisa da universidade pública e gratuita, e nós estamos tentando encontrar meios para que essa universidade continue grande, continue com ensino de qualidade e que valorize os servidores”, declarou.

Outro ponto levantado pelo representante é a crítica à terceirização de serviços dentro das universidades. Ele citou como exemplo a criação da Empresa Brasileira de Serviços Hospitalares, a Empresa Brasileira de Serviços Hospitalares.

“Vale lembrar que anos atrás formaram a EBSERH, que era criar empresa dentro da universidade para gerenciar os hospitais universitários, e isso só criou problema. Entre as pessoas terceirizadas que têm conhecimento técnico do que realmente está acontecendo, principalmente em hospital universitário, no lugar de resolver, causa mais problemas”, afirmou.

Segundo ele, a diferença salarial entre servidores concursados e terceirizados também gera insatisfação. “Eles entram com salário muito menor do que servidor de carreira. Enquanto tem um técnico trabalhando do lado do outro, um está ganhando, por exemplo, cinco mil, o outro está ganhando um salário mínimo. Isso gera constrangimento”, disse.

Os servidores aguardam o cumprimento do prazo legal para oficializar a greve e afirmam que a mobilização seguirá até que haja avanço nas negociações e no cumprimento dos acordos firmados com o governo federal.

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