Blocos de SP desfilam sem banheiros químicos

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Blocos da zona Oeste de São Paulo enfrentaram falta de banheiros químicos neste sábado (14), primeiro dia oficial de Carnaval na capital. Em alguns casos, nenhuma unidade foi instalada ao longo do percurso, apesar de previsão contratual.

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De acordo com informações do Metrópoles, o bloco Manada, que começou por volta das 8h na Barra Funda e percorreu trajeto superior a um quilômetro, não havia banheiros disponíveis para o público. Já o Filhos de Plutão, tradicional na região da Vila Anglo, próxima à Lapa, contou com apenas três unidades instaladas na Praça Jesuíno Bandeira — número inferior ao habitual para um circuito de oito quarteirões que costuma receber grande público. No ano passado, o bloco teria contado com cerca de 20 banheiros.

Sem estrutura adequada, vielas e calçadas próximas ao percurso foram usadas como banheiro improvisado por foliões. A situação só foi parcialmente amenizada porque a própria organização do Filhos de Plutão contratou unidades extras após constatar, ainda pela manhã, que não poderia contar com toda a infraestrutura prometida pela São Paulo Turismo (SPTuris).

Produtores envolvidos na organização afirmam que a empresa responsável pelo fornecimento dos banheiros, a Salva Rio, não respondeu aos contatos. O espaço segue aberto para manifestação.

Planilha disponibilizada pela SPTuris aos organizadores, à qual a reportagem teve acesso, indica que o número de banheiros contratados já era 37% menor que o do ano passado e, ainda assim, parte da estrutura prevista não foi entregue na zona Oeste.

Para o Manada, estavam previstos 30 banheiros distribuídos em cinco pontos diferentes — nenhum foi instalado. No caso do Filhos de Plutão, o número teria sido reduzido de 20 para oito, mas apenas três unidades chegaram ao local. Já o Bloco do Galo, também na região da Lapa, não contou com banheiros fornecidos pela prefeitura ao longo do trajeto. Situação semelhante foi registrada no bloco Sueltos, que teve estrutura apenas no ponto de concentração.

A Prefeitura de São Paulo exige que os blocos façam inscrição prévia para desfilar nas ruas da cidade. O edital prevê que os cadastrados possam usufruir de benefícios como subsídio de taxas da CET, apoio com limpeza pública e infraestrutura de banheiros. Os blocos citados estão entre os regularmente inscritos.

Tradicionalmente, a administração municipal utiliza recursos obtidos com a venda de patrocínio do Carnaval — historicamente vinculado à Ambev — para custear parte da estrutura dos desfiles, incluindo banheiros químicos. A lógica operacional considera o volume de ambulantes autorizados a vender bebidas durante o evento e a necessidade de oferecer condições adequadas ao público.

A prefeitura ainda não havia se manifestado sobre as falhas na instalação das estruturas até a última atualização desta reportagem.

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